quinta-feira, 25 de julho de 2013

Bem Vindo Papa Francisco!

Quando escolheram um papa Argentino, torci o nariz. Não tinha motivo nenhum a não ser  uma mania de levar certas coisas não muito a sério, e um Papa Argentino parecia piada pronta, ainda mais enquanto torcíamos por um Papa Brasileiro, também sem nenhum motivo mais concreto, a não ser o nosso nacionalismo que, por vezes, faz parecer que o que é “nosso é “melhor”. Para dizer bem a verdade, não tinha nenhum conhecimento maior sobre os “papáveis” brasileiros, a não ser que tinha um gaúcho entre eles e poderíamos ter um papa brasileiro e gaúcho. “Ucho, ucho, ucho, o Papa é Gaúcho!”, estávamos prontos para gritar.

Essa é uma das imagens que mais gostei de Autoria do Fotógrafo Marco de Paula da Agência Estado, publicada em Zero Hora

Mas, o novo Papa não era gaúcho, sequer brasileiro, era Argentino, nosso rival sul-americano, e diga-se de passagem, nunca parei para saber o porque desta rivalidade, e confesso que não saberia explicá-la, mas, sei que existe.

Eis que a Jornada Mundial da Juventude é no Brasil, e o Papa Hermano comparece. Pronto! Cativou todo mundo! Sua santidade é um carisma só, uma figura realmente encantadora e com gestos simples e de humildade, vai arrebatando seguidores e admiradores por onde passa. Estou encantado com o sumo pontífice e impressionado com a empolgação dos fiéis católicos, que saíram da toca e foram para a rua, no embalo do #VemPraRua.

O Papa Francisco roubou a cena e está dando um show! O papa é POP!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A Ideologia deturpa nossa visão sobre a realidade?

Essa é uma das reflexões mais polêmicas da minha vida.

Sou do tipo de pessoa que está sempre brigando consigo mesmo. Antes de opinar faço uma longa e demorada reflexão sobre tudo e ás vezes fico dias refletindo sem chegar a uma conclusão.

Quando cheguei aos 40 anos, vivi uma crise e questionei muito a minha vida até ali. Depois de um bom tempo, percebi que, de certa forma, minhas ideologias deturpavam minha visão sobre a realidade e desde lá venho tentando corrigir isso, o que confesso, não é nada fácil.

Porque resolvi abordar este assunto? Porque percebo, nos saudáveis debates que o país está fazendo, após as manifestações populares, que a população é bombardeada com uma série de versões sobre os acontecimentos e se, costumeiramente, é comum recebermos mais de uma versão sobre o mesmo fato, atualmente, com a internet, recebemos dezenas de versões sobre os fatos, todas ricamente filtradas pela ideologia de quem às difundem, criando uma onda gigantesca de confusões onde a primeira vítima é a verdade.

O período em que atuei na Fundação Thiago de Moraes Gonzaga foi bastante depurador para minha alma, pois a ideologia das pessoas não as impedia de lutar, unidas, pelo objetivo maior, a Vida, e essa entendimento só era quebrado por àqueles que não conseguiam se libertar de seus preconceitos ideológicos, nos demais, a harmonia era plena.

Hoje, olhando para o passado, percebo que, tanto em mim, como em muitas pessoas a minha volta, as crenças ideológicas, tanto políticas, como religiosas, que atualmente andam cada vez mais juntas, agiram como geradoras de preconceitos e discriminação, e mais separam do que uniram.

Lembro uma passagem de minha vida muito ilustrativa: Iniciei minha militância no MR8, uma organização de esquerda, hoje Partido da Pátria Livre e, certa vez, participei de um Congresso da UGES em Soledade. Naquela época, quem não era dos nossos era de “Direita”, eu me achava o suprassumo da esquerda, o resto era reacionário (Não tinha nem 18 anos nesta época), e marquei uma pessoa que compunha o grupo adversário.

O tempo passou! Ingressei no PDT e um dia na reunião da Juventude Socialista eu me deparo com essa pessoa. PQP esse “direitoso” aqui? Pensei eu. E já fui avisando: Deixa esse “direita” longe de mim!

O tempo tornou a passar: Conheci melhor esse cara, ele se tornou meu grande amigo, participou do núcleo “Che Guevara” comigo e é como um irmão para mim.  Só posso contar essa história hoje, porque, não sei como, me dei a oportunidade de conhecê-lo, pois, o julgamento que fazia dele era sem nenhum conhecimento. Nada sabia sobre ele e jamais havíamos trocado nenhuma palavra sequer, e não consigo, até hoje, entender porque tinha tantas certezas sobre ele.

Tirei muitas lições disto, e de tantos outros acontecimentos de minha vida. Hoje, procuro conhecer as pessoas, ouvi-las, antes de tirar conclusões; Não faço julgamentos pelas opiniões dos outros, procuro sempre ouvir o que as pessoas têm a dizer sobre alguém, e só formo opinião após eu mesmo conhecê-la; Não aceito a primeira versão sobre nada, principalmente de quem esta diretamente envolvido, pois, temos a tendência de ser parciais quando o assunto envolve a nós mesmos, conheci muito poucas pessoas com senso de autocrítica apurados.

Quando escuto opiniões, procuro me concentrar no conteúdo e não no acessório, que em suma quer dizer que independente de quem venha e da forma que venha, procuro ver se o que está sendo dito faz algum sentido, pois, não somos a única forma de vida inteligente na terra, existe sabedoria nos outros também.

Procuro ser coerente em minhas atitudes e em minhas reflexões, algo muito difícil, é preciso registrar, pois, acabamos por amenizar, e até aceitar, coisas erradas vindas de pessoas de quem gostamos, ou por quem nutrimos simpatia. Por fim, tenho que admitir que a verdade não me pertence, e o que sei, é que nada sei, pois tudo que expresso, das formas mais diversas, passou antes pelo filtro das minhas ideologias.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Estão todos NUS!

Prestei minha solidariedade ao amigo e colega de profissão Elson Sempé Pedroso, que afirmava ter sido agredido e coagido pelos ocupantes da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Já cobri muitas manifestações e no exercício da minha profissão, não admito que me agridam, nem a polícia, nem o estado, nem os manifestantes!

Tenho mais de 20 anos de profissão e não aceito tomar porrada por estar trabalhando!
Geralmente estamos sozinhos, e ser agredido por grupos é COVARDIA!

Os manifestantes apresentaram um vídeo e disseram aos quatro ventos que era tudo mentira, que a "imprensa alternativa" e limpa provava isso, e que a "imprensa burguesa" manipulava os fatos!

Pois agora parece o vídeo das câmeras de segurança onde o Elson é chutado, empurrado e perseguido.

Quem está mentindo?

Que moral tem estes caras para falarem de manipulação da opinião pública se é o que eles também fazem?

Ridícula a postura da "imprensa alternativa e verdadeira" que compactuou com isso.
No fundo são farinha do mesmo saco a "imprensa burguesa" e os "filhotinhos da imprensa burguesa".

Estão todos NUS!


http://www.youtube.com/watch?v=EqvlzKRQkqE

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Independência ou Morte!

Apropriando-me da celebre frase, proclamada no 7 de setembro de 1822 às margens do Ipiranga,  declaro hoje minha independência! Não sei direito ainda do que, nem de quem, mas vou soltar o grito que está preso em minha garganta desde que me conheço por gente.
Vou soltar o meu “Não rotundo” contra tudo que esta aí, me apropriando de outra frase celebre, esta de Leonel Brizola.

Quando criei este blog, queria que ele fosse uma espécie de diário de minha vida, uma forma de expor as coisas que penso, e quem sabe criar identidade com as pessoas e com o mundo em minha volta, porém, alguns anos depois (o criei em 2010), percebi que nunca consegui escrever um post que tivesse mais de 1.000 leitores, nunca consegui escrever algo que fizesse o meu blog ser popularizado, enquanto via pessoas de todos os tipos virarem celebridades escrevendo seus blogs.

Nunca consegui escrever com certa regularidade, opinar sobre tudo e sobre todos, como imaginava no início (Quando comecei, imaginava que meu grito alcançaria o mundo e que poderia mexer com muitas cabeças através dele. Doce ilusão!)

Wikipédia: MEDO: O medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamentePavor é a ênfase do medo.


Hoje, percebo que falhei comigo mesmo, não por não alcançar popularidade, mas sim por ter mais textos escritos e guardados do que publicados. E porque guardei tanta coisa? Por Medo, respondo! Tive medo, algo que normalmente não tenho, mas de um tempo para cá eu desenvolvi.
Um dos motivos que me fez deixar a Fundação Thiago Gonzaga, após quase 10 anos de intensa dedicação (Agora muitos saberão o verdadeiro motivo) é que eu queria me reencontrar comigo mesmo, pois a responsabilidade que temos quando representamos uma instituição é muito grande, o que dizemos e fazemos, acaba repercutindo, e os nossos interesses individuais, não devem se sobrepor aos coletivos. Não me sentia bem em tomar certas decisões, e falar certas coisas, que poderiam ser mal interpretadas e, assim, prejudicar a instituição. Muitas vezes quis xingar políticos, diretores da EPTC, do Detran, Imprensa e um bando de gente que dizia e fazia coisas que não gostava, mas tinha de sufocar esse grito para não causar prejuízos à instituição. Resolvi então, depois da minha missão cumprida, começar tudo de novo, fazer outras coisas (entre essas coisas criar esse blog) e assumir as rédeas de minha vida.

Mas, infelizmente, a gente é domesticado, acaba por repetir os mesmo erros, persistir. Não é fácil se libertar e “abrir as grades desta prisão”.

"Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo."
Mark Twain
Após um período sabático, por carinho e apreço a minha amiga Juliana Brizola, voltei a me envolver com política, e novamente sufoquei minha voz, pois o que mais tem na política é patrulhamento, parece que somos todos bonecos de ventríloquo, e se dissermos alguma coisa que desagrade ou ofenda alguém, é porque é a mando de teu “superior”. Não sei quanto aos outros, mas eu penso com minha própria cabeça e quem me conhece sabe que não sou “fantoche” de ninguém.

Passado um período na Assembleia, tentei meu caminho próprio, concorri a vereador nas últimas eleições, queria conquistar meu próprio espaço, ampliar o poder da minha voz, porém, não fui competente para conquistar os votos, em número suficiente (Pois os 1418 votos que recebi, me honraram MUITO), para me eleger, e tenho que conviver com essa realidade (falarei sobre isso em outro post).

Após as eleições e um período de reflexão, aceitei o convite do Deputado Federal Beto Albuquerque, para compor sua equipe, e confesso que me orgulho muito disso. Porém, o pesadelo do patrulhamento voltou a me atormentar, teria de, novamente, tomar cuidado com o que dizia e fazia, pois afinal o Comandante Beto tem uma bela trajetória política, é respeitado, e todos nós, que com ele trabalhamos, temos que zelar pelo seu nome e sua imagem.

Certa vez comentei com ele que costumava escrever em meu blog, mas que tinha receio de prejudicá-lo pelo qual ele me respondeu: “Serginho, o que eu posso fazer se as pessoas não conseguem diferenciar as coisas? Lamento se elas pensarem isso, não posso fazer nada, pois nunca censurei ninguém, e não vou começar agora. Como vou te impedir de dizer o que pensa? Se achasse que me prejudicasse, aquilo que escreve, você não estaria trabalhando comigo." Fiquei muito feliz e encorajado com a resposta, e orgulhoso de poder contar com a confiança dele, porém, nem assim me encorajei, continuei escrevendo coisas e guardando, pois, mesmo que confiasse nele, temia prejudicá-lo, e quando gostamos e temos respeito por alguém, zelamos pelo seu bem estar e sua felicidade, eu, pelo menos sou assim.

Foto de Ramiro Furquim (Sul21): Se eu pudesse escolher um fotógrafo que acompanhou essa galera desde o início, esse seria o Ramiro, que não conheço pessoalmente, mas que admiro pelos belos registros que tem feito, e se transformou em uma espécie de porta-voz visual dos manifestantes
Acompanhe no site Sul21 http://www.sul21.com.br/jornal/2013/07/galeria-apos-quase-oito-dias-camara-e-desocupada-pelos-manifestantes/
Agora Chega! Independência ou Morte! Não vou mais sufocar meus pensamentos e minhas ideias! Depois que vi uma foto dos “caras” e das “minas” peladas na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, não devo mais temer a nada. Chega de ver os “peladões” livres por aí e eu aqui cheio de pudores para dizer umas palavrinhas. Não! Basta! Vou me despir dos meus medos, das minhas vergonhas, dos meus pudores e dar meu grito de Independência.

Obrigado peladões! Obrigado pela liberdade que estão me proporcionando, após tantos anos de luta! Em retribuição vou passar a escrever tudo que penso, inclusive sobre vocês, sem temer mais nada! Vida nova a partir de agora! E não me importa o que vão pensar dos meus posts, sequer vou me preocupar se alguém ou quem lê, quero é ser feliz. Me Aguardem!

 VIVA A LIBERDADE! #ProntoFalei



quinta-feira, 16 de maio de 2013

Legalizar as Drogas! Por que mesmo? Para que?

A Carta Capital desta semana traz, como matéria de capa, a defesa da legalização das drogas. Sob o Titulo: LEGALIZEM AS DROGAS! Seria o fim do tráfico e da violência e corrupção a ele associadas, a matéria, assinada por Willian Vieira me fez escrever este post.
Debato esse assunto há muito tempo, tudo porque, ainda adolescente, fiz a opção de não utilizar drogas, e de sequer prová-las, até por que, aquele “inocente” conselho, “Prova, só uma vez, se não provar, não vai saber como é!” é para muitos o sinal para o ingresso em um caminho sem volta, que destrói  muitas vidas, e abre feridas incuráveis em milhões de famílias.
Muitos me perguntam por que nunca provei, e as teses sempre foram muitas, desde que eu tinha medo dos meus pais, passando por ser evangélico e tantas outras versões mirabolantes, pois custava, e custa até hoje, as pessoas entenderem que simplesmente não provei porque não quis.
Não sou evangélico (não que isso seja um problema), fui criado solto, andando para tudo que é lado, com as mais diversas pessoas, tanto da minha idade, quanto mais velhas, fui líder estudantil, sou militante de esquerda, e sempre convivi com muitos usuários, andei por tudo, me diverti, curti a vida, viajei, me envolvi em muitas coisas na vida, que quando paro para contar minhas histórias pareço o Forrest Gump. Porém, sempre me perguntei: O que ganho com isso? Nunca encontrei uma resposta convincente que me fizesse achar que qualquer droga poderia me trazer algum benefício ou prazer que não pudesse encontrar em outras coisas melhores e mais legais de fazer, e esse sempre foi o motivo.
Nunca defendi a legalização das drogas, a descriminalização da maconha e qualquer outra tentativa desta natureza, e essa matéria da Carta Capital, só me convenceu ainda mais disto, pois, como sempre, os argumentos em defesa, são muito fracos para o meu jeito lógico de ser. Pois, quem me conhece, e convive comigo, sabe que sempre aplico uma lógica, a minha lógica, ou a lógica que minha mente alcança, e por ela filtro minhas opiniões e posicionamentos, foi assim, de forma simplificada e lógica, que respondi a pergunta que me fazia sempre que alguém tentava me apresentar, convencer e oferecer drogas.


Como a matéria é longa, e o assunto complexo, e eu sou prolixo, vou tentar compartimentar e objetivar o melhor possível o meu ponto de vista.

LEGALIZANDO AS DROGAS VAI DIMINUIR O TRÁFICO E COM ELE A VIOLÊNCIA
Esse é um dos principais argumentos, inclusive consta como subtítulo da chamada de capa da matéria. Pois é, o cigarro é legal no Brasil e estudos mostram que o “contrabando” que não deixa de ser uma espécie de tráfico, é imenso e alimenta uma indústria, não menos violenta e com diversas ramificações, que corrompem servidores públicos e etc.
Qual a mágica para acabar com a violência? Não vão ter mais traficantes? Os traficantes vão pegar uma carteira de trabalho e vão arranjar um emprego, já que a maconha vai ser vendida nos bares, danceterias e bancas de revista, ali, ao lado das carteiras de cigarro?
A quem querem enganar? O criminoso arranja outro crime para cometer, assalta banco, explora outro tipo de contravenção.
Vão legalizar também o Crack, a cocaína, heroína? Sim, pois se o objetivo é acabar com o tráfico, tem que liberar tudo, pois se liberarem a maconha, o traficante vai continuar vendendo o resto, e a violência vai continuar, se não compensar vender maconha, vende outra coisa, pois não esqueçam que o traficante é um comerciante, o seu objetivo é lucro, é ganhar dinheiro, não faz isso por caridade. O que faz um comerciante quando tem um produto que não vende? Arranja outro que venda! Todos sabem que a maconha não é a única droga fornecida, acho que inclusive nem é a mais vendida, nem a mais lucrativa.
A matéria fala dos cartéis e do poderio dos traficantes, porém sabemos que o negócio deles é vender Coca, e não o refrigerante, a maconha nem é prioridade, é apenas mais um produto nesta cadeia, pois a folha de coca proporciona mais variações e é bem mais lucrativa.
Os manipuladores da opinião pública e principalmente dos jovens, que são os “inocentes úteis”, que fazem passeatas pela legalização, ficam mostrando os “farrapos humanos” das “cracolândias” da vida, dizendo: Olhem! Vejam! Se liberar a maconha, isso não vai mais acontecer! Como assim? Qualquer criança sabe que a maconha é apenas um tipo de droga, as vezes até serve de porta de entrada para outras drogas como Crack, Cocaína, Heroína, e essas sim, acabam de vez com as pessoas, é um caminho com pouquíssimas e complexas chances de recuperação, e não vejo como liberação da maconha reduzirá essa realidade, ainda mais se legalizada, pois passa a ser aceita como inofensiva, e vai continuar sendo a porta de entrada para as outras drogas, assim como a bebida alcoólica também se presta a esse papel.

A matéria confirma ser o tráfico, o "negócio mais lucrativo do mundo", mesmo assim acham que tudo se resolve com uma simples mudança na legislação e que de uma hora para outra o tráfico acabará através de decreto.

LEGALIZANDO AS DROGAS, O GOVERNO VAI ARRECADAR IMPOSTOS E INVESTIR NA SAÚDE E OS VICIADOS TERÃO MELHOR ATENDIMENTO.
Essa é um dos argumentos que me deixa mais revoltado, pois no Brasil, duas drogas lícitas, como o cigarro e a bebida alcoólica são os produtos que tem maior alíquota de impostos e arrecadam bilhões, no entanto, os estudos comprovam que os danos causados pelo uso destas substâncias consomem mais dinheiro do que a arrecadação em impostos. Quem não conhece um alcoólatra que tem sua vida destruída e não consegue atendimento de saúde, ou um fumante com doenças esperando por atendimento e tratamento no SUS? Qual o milagre?
Essa de utilizar de um problema, como o da saúde pública, para nos convencer a aceitar algo, é muito velho, e já está batida, vira e mexe vem alguém: Vote em mim que resolvo o problemas da saúde! Vamos criar um imposto que vai resolver o problema da saúde! Compre isso que vai resolver o problema da saúde! Agora querem dizer: Comprem e fumem maconha que o governo vai ganhar o dinheiro dos impostos para resolver o problema de saúde e dar tratamento digno para quem é viciado.
Opa! Como assim? Vão utilizar o dinheiro dos impostos para tratar os viciados? Hum... Mas se curarem os viciados, quem vai comprar maconha? E se as pessoas não comprarem maconha não vai ter o dinheiro dos impostos, e se não tiver o dinheiro dos impostos, a saúde não vai melhorar.
Na verdade a maconha será apenas mais uma na lista das drogas lícitas a gerarem problemas, assim como já geram, pois o fato de ser não liberada não impede das pessoas usarem.

A INDÚSTRIA DO TABACO SERÁ A MAIOR BENEFICIADA COM A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA
Dia destes escutava um debate sobre a legalização e um detalhe, no depoimento do Dr. Sérgio de Paula Ramos, me chamou a atenção: Que a indústria do tabaco é a maior interessada na legalização da maconha! Essa afirmação fez cair a ficha. Claro! As empresas de cigarro estão com tudo pronto, o equipamento, a estrutura, a experiência, a rede de distribuição, tudo. Legalizado o consumo ela está pronta para colocar cigarros de maconha nos milhares de postos de venda espalhados por todo o país em pouquíssimo tempo, lucrando muito mais do que lucra agora.
Certa vez li um comentário que fazia a seguinte pergunta: Que empresário não gostaria de comercializar um produto que cria dependência nas pessoas? Fiquei com essa pergunta na cabeça e refleti muito sobre ela. Comecei a olhar a minha volta e ver o comportamento das pessoas em relação à bebida alcoólica, ao cigarro e os mais leves, mas não menos viciantes, chocolate e coca-cola.
A conclusão que cheguei é que, comercialmente, não há nada mais certo do que vender um produto que torna as pessoas dependentes. Pensei nas pessoas que deixam de comer para comprar um cigarro ou uma bebida, que juntam baganas do chão para fumar, que cometem pequenos golpes para poder saciar a vontade de beber, e tantas outras situações vividas por aqueles que um dia provaram um desses produtos e nunca mais deixaram de consumi-los. A maconha vai ser apenas mais um destes produtos, que enriquecerá algum empresário, ou grupo, às custas da dependência de uma parcela considerável de nossa população. 
Sinceramente, acho que não precisamos disto.
 
O mundo reconhece que não consegue conter o poder do narcotráfico. "Até os Estados Unidos parecem disposto a abandonar a política da "guerra às drogas", diz a matéria.
Quer dizer que nem o poderio Americano vence a força do tráfico mas, com a mudança de legislação vão conseguir acabar com os traficantes?

O CAPITALISMO É UM SISTEMA PERVERSO QUE CORROMPE A ÍNDOLE DAS PESSOAS
No meu entendimento, e fique claro, no MEU ponto de vista, a matéria da Carta Capital não disse a que veio, não consegue sobreviver a mínimos questionamentos, e se o objetivo era fortalecer o movimento pró legalização das drogas, ela não trouxe nada de novo ou convincente que pudesse acrescentar à discussão.
Lendo a matéria, que parece ter sido feita por encomenda, mais me convenço de que o sistema Capitalista é o cupim da dignidade humana, pois, no fundo da discussão, está a vontade de colocar a mão nos bilhões de “narcodólares”, os caras não estão preocupados com a saúde dos usuários de drogas, ou se jovens, de todas as classes sociais, tem suas vidas abreviadas pelo seu uso, eles querem saber quem botará a mão nos bilhões de dólares oriundos da sua comercialização. Reflitam! As drogas continuarão gerando riquezas, a sua legalização apenas fará o dinheiro trocar de mãos, sairá dos traficantes, para governos e empresários, não muito mais honestos, espalhados pelo mundo, pois esse é o mal do sistema capitalista.
O sistema capitalista, impulsionado pela ganância humana, residente em todas as almas, produz pessoas que adulteram o leite, fraudam a saúde pública, roubam a merenda escolar das crianças, exploram e humilham as pessoas, se aproveitam da fé e em nome de Deus roubam seus fiéis, enfim, cometem toda a ordem de desonestidades, tudo com o objetivo de obter lucro e usufruir dos prazeres que o dinheiro proporciona, os traficantes são apenas mais uma variação desta espécie, e eles obtém lucro, vendendo algo da qual as pessoas são dependentes e tem dificuldade de se livrar, utilizando-se de outros gananciosos e todo o tipo de corruptos.

“Os narcóticos não garantem apenas o enriquecimento dos criminosos envolvidos diretamente no negócio. Após as recentes crises financeiras internacionais, vários bancos superaram seus problemas de liquidez com os recursos do tráfico...”

TUBARÕES CAPITALISTAS, DEFENSORES DA LIVRE COMERCIALIZAÇÃO DAS DROGAS, COLOCAM O OVO DE UM LADO E CACAREJAM DO OUTRO
Uma das formas de manipular a opinião pública é confundir os assuntos, misturar tudo, e se aproveitar da falta de atenção das pessoas. A matéria faz isso se não olharmos com cuidado.
Utilizando-se da vontade, legítima, de jovens e usuários de maconha, que desejam vê-la legalizada, e com isso evitar os constrangimentos e a possibilidade de prisão, os interessados nos lucros da droga, confundem a opinião pública, tentando tratar o assunto como se fosse apenas possibilitar que - Jovens inocentes tenham o direito de consumir seu baseadinho sem serem incomodados pela polícia, pois afinal temos criminosos aí a solta com quem a polícia deve se preocupar e não com nossos filhos queridos, estudiosos e comportados, e as cadeias já estão cheias de marginais e não é justo prender a gurizada por causa de um barato - Olhando assim até que tem razão. Mas será que é só isso? É disso que estamos tratando?
Claro que não! No Brasil, desde 2006 os usuários não são presos, e mesmo antes, quase nunca eram. Cresci presenciando as pessoas fumarem maconha nas praças, ruas e em todo o lugar, livremente. No meu condomínio, o pessoal fuma direto e passamos por eles com a maior naturalidade do mundo. Quantos de vocês, que me leem agora, já fumaram seu “cigarrinho” tranquilamente, sem serem importunados?
O certo é que, usuários, na sua maioria de classe média, querem continuar sendo consideradas “pessoas de bem e honestas”, mesmo que estejam colocando suas vidas em risco, consumindo algo que vicia e pode destruí-los, sem correrem o risco de terem um dedo apontado para si. Pois, se levarmos ao pé da letra, hoje eles são hipócritas, que se consideram bons e honestos, mas burlam e desrespeitam a lei, consumindo algo que é proibido, alimentando a indústria da droga, sustentando traficantes, e financiando as armas que matam milhares de pessoas (as vezes eles mesmo, por causa de dívidas com os traficantes). Com a liberação, os empresários “honestos” produziriam a droga, a industrializariam, venderiam no mercado da esquina, ganhariam seu dinheiro honestamente, o governo arrecadaria seus impostos, as pessoas consumiriam sem serem incomodadas, assim como fazem com a bebida e cigarro, e todos viveriam felizes e com sua consciência em paz. 
Sabe que gostei deste final! Pena que não é bem assim que acontece.
Na verdade, muitos usuários de drogas acabam destruindo suas vidas, cometem pequenos e até grandes delitos para comprarem a droga (e por isso são presos, não pelo consumo), roubam seus familiares, prejudicam suas vidas profissionais e educacionais, e uma parte grande deles acaba morrendo ou vivendo nas ruas, pois a droga é devastadora, e o estado não consegue lhes fornecer ajuda para alcançar a cura de sua doença.
No fundo, assim como fazem com os alcoólatras, pouco interessa que as pessoas se curem, quando muita gente vive do vício delas.

Imagens de impacto, como está que ilustra a matéria, nos vende a falsa impressão, de que  as cadeias estão abarrotadas de "usuários" de drogas que foram parar lá por terem sido flagrados fumando um baseado, e que o estado está aumentando a repressão aos usuários e, portanto, as cadeias vão ficar mais lotadas ainda.
Você acredita nisso?

Um dos argumentos para a legalização, é que na Holanda, país considerado modelo de legalização da maconha, grande parte dos usuários da maconha não se expõem à cocaína e à heroína. A matéria faz referência a isso. Pois é, mas não disseram qual o tamanho do estrago causado por elas, pois, me dizer que: A maior parte dos usuários de maconha, não consomem cocaína, é a mesma coisa que me dizer que a maior parte das pessoas que consome refrigerante, não bebe cerveja. Pois bem, o que isso quer dizer? Que no Brasil não temos alcoólatras, pois o pessoal prefere refri? E na Holanda as pessoas não consomem cocaína e heroína porque podem comprar maconha livremente?
A matéria traz algumas informações como o preço de um quilo de coca pura, que na Colômbia é 1,5 mil dólares, 12 mil a 16 mil no México, perto de 47 mil na Holanda, 57 mil na Itália e até 77 mil no Reino Unido, e a matéria ainda acrescenta: “No varejo, a droga é misturada a outras substâncias e rende muito mais.”. Ôpa! Mas não estávamos falando de maconha? Pois é, a confusão é grande, falam da liberação da maconha, mas apresentam os números da coca. Mas, assim jogados, os números podem gerar várias interpretações, como a de que na Holanda, onde a maconha é liberada, a cocaína dá muito dinheiro.
Sabe que fiquei confuso? E esse post ficou gigante! O certo é que problema é complexo e a matéria, pelo menos para mim, só confirmou o que eu já sabia: 
A droga é um produto que gera bilhões de dólares; 
Existem milhões de interessados em ganhar dinheiro com ela; 
Quando vão tratar do assunto eles misturam tudo e fazem uma confusão na cabeça das pessoas; 
Que quase ninguém está interessado no mal que ela faz, apenas no quanto ela rende; 
Que os usuários, sem perceber que são reféns da droga e que são dominados por ela, são usados para mascarar os interesses comerciais, servindo de fachada para o enriquecimento, daqueles que querem explorar seu vício e sua fraqueza.
Essa é parte de minha reflexão, pois o assunto é tão instigante, que a vontade que tenho é de comentar parágrafo por parágrafo desta matéria, porém a tornaria impossível de ler, pois deste tamanho ela já terá poucos leitores, porém o mais importante é que escrevi o que estava pensando, e tranquilizei a minha consciência que me exigia que eu me manifestasse.

Desculpe queridos amigos, usuários de drogas, mas, do fundo do meu coração, mais do que liberar o consumo, a venda ou a produção de drogas, mais do que descriminalizar, eu prefiro viver a utopia de um mundo SEM DROGAS, prefiro ver as pessoas vivendo e sendo felizes de cara limpa.

Fonte: Revista Carta Capital - Edição nº 748 de 15 de Maio de 2013

sábado, 9 de março de 2013

Trabalhar! Será a melhor escolha?


"Um homem é um sucesso se pula da cama de manhã, vai dormir à noite e, nesse meio tempo, faz o que gosta" (Bob Dylan)

Esta semana minha filha caçula assinou seu primeiro contrato de trabalho, um contrato de estágio, e ontem, dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, foi seu primeiro dia de trabalho. Alguns dirão, lá vem o coruja falando das filhas, mas aqueles que me conhecem sabem que, para mim, todas as coisas tem significado e de tudo tiramos um aprendizado e uma reflexão.

Nossa vida é feita de etapas, e existem momentos que jamais viveremos novamente, por isso, os filhos tenham tanto significado em nossas vidas, nós vivemos em nossos filhos, mesmo após nossa partida, e através deles podemos vivenciar alguns momentos mais de uma vez. Se eu vivenciei o primeiro dia de aula, o primeiro emprego, com minhas filhas tive mais três. Hoje, vendo minha caçula, Renata, vivendo esse momento, viajei no tempo, e além de um começo, é o fim de um ciclo, pois ela é a última a ingressar no mercado de trabalho e, portanto, não provarei deste sentimento novamente.
Quando era guri sonhava com o primeiro emprego, que geralmente era de empacotador de supermercado ou Office boy, o meu foi em uma empresa de cobranças, antes eu já tinha feito uma porção de coisas para conseguir uns trocados para levar um ki-suco para casa, mas nada como ter um salário, por menor que seja, no final do mês. Trabalhar foi sempre uma honra, pessoas de bem trabalhavam desde cedo, e quem chegava aos 18 anos e não trabalhava era chamado de vagal. Hoje é comum encontrarmos jovens de 30 anos que nunca trabalharam, apenas estudam, e estão aguardando para serem chamados em alguns dos diversos concursos públicos que fizeram (este é assunto para outra postagem).

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Muitos pais têm dúvida se devem incentivar seus filhos a ingressarem no trabalho cedo, a maioria se preocupa que o trabalho possa prejudicar os estudos, e estudar é prioridade, pois “sem estudo não serão nada na vida”. Diante deste dilema me pergunto: Como ela vai aprender sobre o que gosta, ou não, de fazer, sem trabalhar? É no cotidiano do trabalho que aprendemos a conhecer a nós mesmos, a descobrir o que nos dá prazer em fazer, o que nos encanta, e também o que não gostamos. No trabalho aprendemos o que nos motiva a acordar, ano após ano, e nos dirigirmos para o mesmo lugar, sorridentes e felizes, para fazer aquilo que gostamos. Como saber disto se não trabalharmos? Como saber se é aquilo que queremos fazer? Infelizmente, muitos jovens, pressionados por uma sociedade que lhes exige um diploma, descobrem, tardiamente, que não gostam de fazer aquilo para o que estudaram durante anos. Não é raro encontrarmos pessoas com formação em uma área, trabalhando em uma profissão antagônica daquela para qual foram treinadas, a ponto de não terem, sequer, uma leve semelhança com seus diplomas pendurados na parede ou guardados em uma gaveta.

Certa vez li uma frase que dizia: “Trabalho por Amor, liberdade na ação!” Pois entendo que a nossa segurança, a nossa estabilidade, não é necessariamente trabalhar no serviço público, a estabilidade está em gostar daquilo que fazemos, seja na iniciativa privada ou pública. Quem de nós já não entrou em uma loja e percebeu que aquele (a) vendedor (a) estava exatamente no lugar que deveria estar, que havia nascido para isso, e que transformava o atendimento em algo encantador a ponto de nos fazer adquirir até mais do que fomos procurar? Quem de nós já não foi mal atendido em algum lugar, onde a pessoa que nos atendia, deixava claro que era infeliz exercendo aquele trabalho?

As pessoas esquecerão quão rápido você fez um trabalho, mas sempre lembrarão quão bem você o fez.
(Howard Newton)

Pois é, a Renata só vai descobrir o que ela gosta de fazer, fazendo! Não poderei viver sua vida por ela, não poderei protegê-la dos maus colegas, ou dos patrões ruins, não poderei protegê-la da inveja e das maledicências cotidianas, das puxadas de tapete. Terei de confiar nos valores e na educação que lhe transmiti e torcer para que ela tire, dessa e de outras oportunidades, a melhor lição possível.

Espero que esse seja o começo de uma vida profissional de sucesso, onde ela saiba o valor do trabalho e que ele possa lhe prover o sustento pessoal e da família que construir. Espero que ela faça amigos queridos no trabalho, que se especialize na arte de viver em grupo, de compartilhar, se solidarizar, lutar e conquistar coletivamente. Desejo que ela possa contribuir para o crescimento do país, auxilie os outros a serem felizes e ajude a quem precisar. Espero que ela possa ter, todos os dias, um sorriso no rosto, e contagie quem estiver ao seu redor, não discriminando, respeitando a todos, independente da cor da pele, de preferências sexuais, religiosas e etc, pois trabalhar é tudo isso e muito mais. É ser o instrumento de crescimento, de felicidade e prosperidade, por isso ele deve, SEMPRE, ser realizado com muito Amor e Dedicação.

Por fim, espero que ela tenha boa sorte, que possamos estar entregando uma boa profissional ao mercado, e nos momentos difíceis, lembre sempre do que ensinamos e daquilo que é mais importante.

Fábrica
Nosso dia vai chegar,
Teremos nossa vez.
Não é pedir demais:
Quero justiça,
Quero trabalhar em paz.
Não é muito o que lhe peço -
Eu quero um trabalho honesto
Em vez de escravidão.
Deve haver algum lugar
Onde o mais forte
Não consegue escravizar
Quem não tem chance.
De onde vem a indiferença
Temperada a ferro e fogo?
Quem guarda os portões da fábrica?
O céu já foi azul, mas agora é cinza
O que era verde aqui já não existe mais.
Quem me dera acreditar
Que não acontece nada de tanto brincar com fogo,
Que venha o fogo então.
Esse ar deixou minha vista cansada,
Nada demais.




sexta-feira, 8 de março de 2013

Habemus Candidato



Uma simples observação da evolução das eleições presidências, desde 1989, a primeira após a ditadura, perceberemos que a cada eleição reduzem o número de candidatos com chances de vitória. Em 1989 foram 22 candidatos e o resultado era uma incógnita, a Rede Globo temia a eleição de Brizola e no primeiro turno deu uma ajudadinha para o Lula, a fim de tirar Brizola do segundo turno, tornando mais fácil a vitória de Collor, o candidato fabricado pela Vênus platinada.

A partir de 1994, temos tido uma polarização entre PSDB e PT, duas forças que se revezam no poder desde então. Essa polarização não é por acaso, deve-se ao fato de que constituir um candidato à presidência é um trabalho de muitos anos, e não surgem lideranças novas, com estatura para disputar uma eleição desta natureza, de um dia para o outro. Desde Collor, que foi um projeto da Rede Globo, tivemos a candidatura de Lula por cinco vezes, ou seja, O PT apresentou o mesmo candidato por 20 anos e importou a sucessora de Lula do PDT de Leonel Brizola, o que prova, que com toda a força do PT, não conseguiram criar um sucessor para Lula, “sangue puro”, assim como o PSDB não conseguiu um sucessor para FHC, tendo sido derrotado em três eleições consecutivas, com dois candidatos diferentes e na próxima eleição tentará um terceiro nome, Aécio Neves. Ter um bom candidato a Presidência é um desafio imenso. Tanto que o PMDB, considerado o maior partido Brasileiro não disputa a eleição com candidatura própria desde 1998, após duas tentativas (1989 e 1994) com candidaturas inexpressivas do ponto de vista eleitoral.

Assim, é natural que o PSB, tendo em seus quadros duas lideranças de qualidade (Ciro Gomes e Eduardo Campos), ambos em condições de disputar as eleições, deseje colocar em discussão um desses nomes, no caso o do Presidente do partido e Governador de Pernambuco, reeleito com a maior votação do país, Eduardo Campos.

Ter um bom candidato a presidência da República é um privilégio para poucos, e ter um bom candidato e um partido é melhor ainda, pois algumas vezes o candidato é bom, mas não possui um partido organizado, forte, capaz de dar sustentação política a candidatura. No caso do PSB temos as duas coisas, um bom candidato e um partido em crescimento, com história e excelentes quadros políticos. Ouso dizer que o PSB possui condições de formar uma chapa completa e além do candidato a Presidente, teria, dentro do próprio partido, lideranças com estatura para comporem a chapa como vice, entre elas, Luiza Erundina PSB/SP, Ciro Gomes PSB/CE, Beto Albuquerque PSB/RS, entre outros.

Por isso, acho natural a pretensão de ter candidatura própria a sucessão de Dilma. Isso quer dizer que somos contra o governo Dilma? Quer dizer que o PSB está rompendo com o campo político onde sempre esteve? Não! É como um time, mesmo fazendo parte da mesma equipe, os jogadores que não estão jogando, como titulares, desejam jogar, o que não quer dizer que desejem que o outro se machuque ou tenha um problema grave, nada disso, apenas treinam, se preparam, para que e o técnico opte por colocá-los em campo para jogar no time titular. O PT tem estado no comando, e o PSB está ali, contribuindo para o time, jogando junto, participando, só que deseja ser titular também, se considera capaz de contribuir ainda mais, treinou, se preparou, se organizou e acredita que esteja pronto para assumir o comando e ajudar o país a crescer, porém, mais do que a vontade do jogador, o que define é quem escala a equipe, e no caso do Brasil, quem escala é o povo, que decide quem quer ver comandando a nação, porem, para conseguir a oportunidade é preciso se apresentar para jogar e é isso que o PSB está fazendo. Se o povo decidir dar continuidade ao comando do PT, tudo bem, sua decisão deve ser respeitada, porém o PSB vai trabalhar para que o Povo escolha Eduardo Campos, pois em tempos de escolha de novo papa, cabe adaptar a celebre frase: Habemus Candidato!