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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Esquerda eu?


Uma das coisas que aprendi com a maturidade é que, por pior que seja a situação, ela sempre nos proporciona um aprendizado. Essas eleições, que estão sendo uma das piores que já vi na minha vida, tamanha é a insanidade do debate, me fizeram descobrir que não sou uma pessoa de esquerda, acho inclusive que nunca fui, e tenho a impressão que não serei. Há poucos dias escrevi que era de esquerda, pois esqueçam, eu estava enganado!

Olhando o debate e a forma com que estão utilizando o termo “ser de esquerda” me faz desejar não ser nada. Percebi que é uma bobagem este estereótipo, e que a mim ele não faz nenhuma diferença. Não sinto a menor vontade de querer ser qualificado de nada, reconhecido por nenhuma denominação, quero apenas ser eu mesmo e viver conforme aquilo que acredito.


Rejeito qualquer denominação que me obrigue a fazer coisas que não quero e na qual não acredito, pois teria que fazer uma reprogramação no meu caráter que definitivamente me descaracterizaria. Não quero deixar de ser amigo de alguém porque ele é de direita e eu sou de esquerda, ou vice versa. Quero ser amigo de quem eu quiser independente de sua posição política, assim como não quero ser obrigado a ser amigo de alguém só porque é do mesmo campo político.

Quero olhar para uma ideia e gostar dela sem precisar pedir para fazer DNA para saber se ela foi pensada por alguém de direita ou de esquerda. Para mim, ideia boa é ideia boa, e não deixa de sê-la porque não é de minha autoria ou dos meus!

Quero poder considerar errado desviar o dinheiro público por quem quer que seja, independente se muito ou pouco, e para qual finalidade!

Quero poder dizer coisas legais e ruins, errar e acertar!

Quero poder perdoar, dar segunda, terceira, infinitas chances, ou nenhuma também! Assim como quero achar que ninguém é alguém com capacidade de achar que possa ser digno de conceder perdão.

Quero continuar amando o diferente, o “estranho”, o “fora de padrão” sem precisar concordar com suas escolhas. Não preciso ser igual para respeitar!

Quero ser aquilo que me faz feliz e me honra!

Quero ter e mudar de ideia quantas vezes eu quiser, e não precisar usar de meu tempo e das oportunidades que tenho, para satisfazer as necessidades “egóicas” de quem quer que seja.

Não quero ser obrigado a difamar, caluniar e destruir a reputação de alguém simplesmente porque não faz parte do meu grupo político. Sempre declarei que levo uma vida com o olhar na minha morte, pensando no que as pessoas dirão as minhas filhas sobre mim. Quero que quando alguém diga que é minha filha, ou neto, as pessoas digam que fui um cara de bem e contem porque vivi. Não consigo imaginar minhas filhas e meus netos verem alguém falando mentiras sobre mim, me chamando de tudo que é coisa, destruindo minha reputação nas redes sociais, sem ao menos me conhecerem, movidos pelo simples fato de eu não ser do mesmo “lado” deles.

Cansei de gente querendo me aprisionar, me enquadrar em modelos, em comportamentos! Que coisa mais chata!

Covardia? Não, coragem! Coragem de dizer NÃO a uma prática que reprovo; coragem para dizer NÃO a uma camisa de força que quer me aprisionar; coragem para dizer NÃO a um estereótipo que quer limitar meu bom senso, minha consciência e meu senso crítico.

E a esquerda? Sinceramente? Não faz nenhuma diferença em minha vida eu me autodenominar “de esquerda” ou ser denominado por alguém como tal, pois isso não faz de mim alguém melhor, nem pior do que ninguém. As pessoas chegam ao absurdo de considerar que ser “de esquerda” é uma qualidade, e tem outros que acham que ser “de direita” é que é uma qualidade. Nunca consegui entender o por que. Isso virou uma modinha que até o Collor, o Maluf, o Sarney e o Calheiros aderiram.  

Não, não sou de esquerda, não sou de direita, não sou de centro, simplesmente não sou nada! Fiquem vocês com seus selos, com seus rótulos, com suas plaquinhas, que fico com minha consciência!

Por fim, agradeço a intolerância de algumas pessoas, pois sem ela, não teria feito uma descoberta tão libertadora!


Sejamos todos Felizes!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O valor venal das pessoas

Hoje é véspera de feriado da Proclamação da República e ontem li o desabafo de uma amiga no Facebook que dizia o seguinte: “Enquanto uns competem carro e beleza, outros se unem em favor da sobrevivência. Será apenas uma realidade cruel? Ou será consequência da própria miséria (ética/moral/intelectual) que o homem se encontra na atualidade? Tá tudo tão errado que não sei nem por onde começar. Chega a doer. Até quando..?

Não sei do que ela falava especificamente, mas estava incomodada com aquilo que ela chamou de miséria (ética/moral/intelectual). Há pouco mais de 2 anos retornei a militar em um partido político, e neste período tenho tentado me adaptar aos “novos tempos” o que, confesso, não tem sido nada fácil, pois os partidos políticos são parte de nossa sociedade e portanto sofrem dos mesmos problemas. Enganam-se aqueles que acham que são coisas separadas.

Quando comecei a fazer política, na década de 80, nossos sonhos políticos eram imensos, pois queríamos mudar o mundo, e nossos objetivos materiais mínimos, tendo um pão e um pouco de água, saíamos daqui e íamos para Brasília protestar. Assim como no comercial do cartão de crédito, algumas coisas não tinham preço (ideais, ética, moral, companheirismo, solidariedade, eram algumas destas coisas que dinheiro nenhum comprava). Infelizmente isso mudou. Hoje tem muita gente trocando moral por Iphone e outros tantos valores importantes por qualquer quinquilharia. Me faz lembrar o período do descobrimento, quando os portugueses levavam nossas riquezas em troca de colares e espelhinhos.

A política está assim, mas, porque a sociedade está assim. As pessoas esqueceram que nosso trabalho pode ter um preço, e cada um estipula o seu. Quanto vale uma hora de teu trabalho? Porém, seus valores, sua integridade, sua honestidade, sua moral, seus ideais e sua alma, não poderiam ser vendidos por preço nenhum, pois, depois que vendê-los, não haverá dinheiro no mundo que lhe proporcione comprá-los de volta.


Sempre falo, sob protesto de alguns amigos, que o Capitalismo é um sistema perverso que corrompe a alma das pessoas, e a cada dia que passa acho essa frase mais verdadeira, bastando apenas analisar fatos cotidianos da vida que vivemos.

Quantas pessoas você conhece que, mesmo ganhando um salário pequeno ou trabalhando naquilo que não gostam, fariam “qualquer coisa” para se manter no emprego?

Quantas pessoas você conhece que fazem um gato na NET para não pagar R$ 100,00 pelo pacote mensal?

Não quero dimensionar o que é certo ou o que é errado, pois isso é relativo ao conjunto de valores pessoais de cada um de nós, mas quero que se perguntem o que realmente tem valor em nossas vidas e qual o valor que damos para estas coisas.
Qual o valor das pessoas?
Qual o valor da vida? Essa é de resposta fácil, todos sempre respondem que a vida não tem preço, porém, nunca se perguntam sobre o valor da vida que se leva. Quanto pagamos em sofrimento, em tristeza, pela vida que levamos?
Quanto pagamos para manter um sistema e um estado de coisas que nos faz infeliz? Quanto vale a nossa felicidade?
Qual o valor que pagaríamos para andar de cabeça erguida, dar bom exemplo aos filhos e ter orgulho do que somos?
Quanto pagaríamos para compreender qual o verdadeiro sentido da felicidade?

Precisamos, de forma individual e coletiva, descobrir o valor das coisas, saber o que é possível ser comprado e aquilo que não tem preço. Enquanto isso não acontecer teremos que fazer a pergunta que minha amiga fez, sem encontrarmos a resposta: Até quando?



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

“Alien” O Passageiro – A Autofagia dos Partidos Políticos

Em 1979, Hollywood lançou o Filme Alien – O 8º Passageiro, protagonizado por Tom Skerritt e Sigourney Weaver. No filme, que fez muito sucesso na época, uma criatura alienígena persegue e mata a tripulação de uma nave espacial. Eu era adolescente quando lançaram esse filme e jamais esqueci. Talvez seja uma das grandes produções cinematográficas americanas, daquelas que fazem história.

Lembrei do filme, porque, em uma das principais cenas, o Alien sai de dentro de um dos tripulantes, estourando seu peito, uma cena impressionante!  O Alienígena se hospedava no corpo humano e quando se desenvolvia, saia pelo peito do hospedeiro, causando sua morte.

Pois, tal como no filme, alguns “Aliens” se hospedam nos partidos políticos brasileiros, onde se alimentam, se desenvolvem, e depois saem, muitas vezes causando a morte de seu “hospedeiro”.

Tenho pensado muito nisso nos últimos tempos, pois dia 05 de Outubro, encerra-se o prazo para filiações partidárias, para aqueles que pretendem concorrer nas eleições de 2014, e há intensas movimentações dos partidos e de pessoas com vistas às eleições.

Os partidos procuram nomes “fortes” para conquistarem votos e fortalecerem suas legendas, e os candidatos procuram siglas que lhe ofereçam as melhores condições de vitória, o que envolve, desde ajuda financeira até apoio político, preferência, boas dobradinhas (Alguém têm dúvida que, a possibilidade de fazer uma dobradinha com a campeã de votos Manuela D’ávila, pesou na decisão de André Machado concorrer a Deputado Federal pelo PCdoB?).
Atenção: As imagens aqui contidas são meramente ilustrativas sem intenção de juízo de valor. 
Aqueles que me conhecem sabem que sou resistente aos partidos servirem de “barriga solidária” para gestação de políticos que não tem identidade ideológica com o partido (Deixando claro que resistente não quer dizer totalmente contra). Os candidatos das igrejas por exemplo. Não consigo entender que os partidos se prestem a servir de trampolim para políticos que depois não defenderão os ideais pelo qual o partido foi criado, e sim as ordens de seus líderes religiosos, que muitas vezes defendem ideias antagônicas as do partido, e assim é com os candidatos de corporações, as “personalidades”, mulheres frutas, Ex-BBBs (A propósito, o Jean Willis é muito mais que um Ex-BBB), Ex-atletas e etc.

Porque da minha resistência? Há mais de 30 anos acompanhando a política, percebo que, grande parte destes candidatos, entendem pouco quase nada de política, não compreende de disciplina e fidelidade partidária, não possuem ideologia, e se posicionam geralmente levando em consideração, única e exclusivamente os seus objetivos pessoais e eleitorais. Pois se a política deve ser pensada visando o bem comum e o interesse coletivo da sociedade, como vamos colocar alguém que pensa apenas em si ou no seu grupo? É uma contradição! Por isso é que a política está tão descaracterizada, e também por isso cada um quer ter seu partido político. Todos querem ser Reis! Todos querem ser pastores do rebanho!

Uma pessoa que era ídolo, seja no campo artístico, esportivo, midiático, geralmente é alguém com uma vaidade acima da média, e por isso, com certa facilidade, fica descontente com o partido, por não ter a “atenção” que esperava, a “deferência”, ou não tem os seus desejos e postulações atendidas, comportando-se como “crianças mimadas” que não sabem receber um não.
Na ânsia de se viabilizarem eleitoralmente, os partidos acabam entrando em um processo de autofagia, trazendo para dentro de si, esses elementos que acabaram por causar-lhes problemas, pois quando se elegem, passam a ser a vitrine do partido, e suas contradições, seus erros, suas incoerências e seus “chiliques” acabam por desacreditar os partidos e a política.

Como o Alien, do filme, essas figuras causam danos internos no partido e, muitas vezes, quando saem causam a destruição do corpo hospedeiro, ou seja, a sigla que usou para se eleger, deixando apenas o ônus, levando o bônus. Portanto, se os partidos tivessem mais cuidado na hora de recrutar seus candidatos, evitariam muitos desgastes, e a contaminação da política por pessoas individualistas, personalistas e despolitizadas.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O Maniqueísmo e a Generalização!

Quando emitimos opinião, corremos um grande risco de generalizar e, de certa forma, nos tornar maniqueístas, principalmente quando o assunto envolve algo que estamos relacionados ou diretamente envolvidos.

Já escrevi aqui, no texto sob o título “A Ideologia deturpa nossa visão sobre a realidade?” que temos a tendência de “puxar a brasa para nosso assado” e interpretar a “realidade” conforme nossas ideologias, fazendo, com que, em grande parte das vezes, a nossa opinião, seja apenas um versão da realidade, e, dependendo de nossas crenças, valores e princípios, elas podem ser mais próximas o mais distantes da realidade.


Baseado nas minhas crenças é que escrevo minhas opiniões e, também, é baseado nelas que conduzo minha vida. Meus atos, minhas palavras e reflexões são filtradas por minha forma de ver o mundo.


Não acredito que tudo seja mal, ou bom, ou que todos são iguais, e por isso minha conduta pessoal é me permitir gostar e desgostar na mesma coisa. Tentando ilustrar: Eu não concordo com tudo que as pessoas fazem, e nem por isso deixo de ver méritos nas coisas que fazem; Não acho que uma pessoa seja capaz de fazer só coisas ruins, ou só coisas boas, até porque a noção de certo ou errado, e de bom ou ruim é relativa; Meus amigos, meus familiares e as pessoas que gostam de mim, não necessariamente concordam com tudo que faço e digo, e vice versa. Precisamos aprender a conviver com essas diferenças e contradições, e vamos evoluir, como sociedade, como nação, a medida que aprendemos a compreendê-las e respeitá-las.


Essa postagem é só para introduzir as seções Curti! Não Curti! Que começarei a publicar aqui no Blog, pois, às vezes eu presencio um acontecimento, uma declaração, uma decisão e encontro nelas, coisas que gosto, e coisas que não gosto, e o fato de não gostarmos de algo, não faz daquilo menos meritório.


Na política é assim: Se eu critico uma posição do governo, é porque sou contra, sou da oposição, e se elogio eu sou a favor, sou governista! Acho que, de certa forma, as pessoas estão caminhando por aí, e esse não é um bom caminho. A boa política, a forma correta de viver, segundo meus valores, é onde posso criticar sendo governista, e posso elogiar, sendo oposicionista, basta apenas que eu seja Justo.


Política limpa, opinião limpa, se faz com Justiça e não com “Patrulhamento”, “Maniqueísmo” e “Generalização”, por isso, eu e você temos um longo caminho de aprendizado pela frente!


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Estão todos NUS!

Prestei minha solidariedade ao amigo e colega de profissão Elson Sempé Pedroso, que afirmava ter sido agredido e coagido pelos ocupantes da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Já cobri muitas manifestações e no exercício da minha profissão, não admito que me agridam, nem a polícia, nem o estado, nem os manifestantes!

Tenho mais de 20 anos de profissão e não aceito tomar porrada por estar trabalhando!
Geralmente estamos sozinhos, e ser agredido por grupos é COVARDIA!

Os manifestantes apresentaram um vídeo e disseram aos quatro ventos que era tudo mentira, que a "imprensa alternativa" e limpa provava isso, e que a "imprensa burguesa" manipulava os fatos!

Pois agora parece o vídeo das câmeras de segurança onde o Elson é chutado, empurrado e perseguido.

Quem está mentindo?

Que moral tem estes caras para falarem de manipulação da opinião pública se é o que eles também fazem?

Ridícula a postura da "imprensa alternativa e verdadeira" que compactuou com isso.
No fundo são farinha do mesmo saco a "imprensa burguesa" e os "filhotinhos da imprensa burguesa".

Estão todos NUS!


http://www.youtube.com/watch?v=EqvlzKRQkqE

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Legalizar as Drogas! Por que mesmo? Para que?

A Carta Capital desta semana traz, como matéria de capa, a defesa da legalização das drogas. Sob o Titulo: LEGALIZEM AS DROGAS! Seria o fim do tráfico e da violência e corrupção a ele associadas, a matéria, assinada por Willian Vieira me fez escrever este post.
Debato esse assunto há muito tempo, tudo porque, ainda adolescente, fiz a opção de não utilizar drogas, e de sequer prová-las, até por que, aquele “inocente” conselho, “Prova, só uma vez, se não provar, não vai saber como é!” é para muitos o sinal para o ingresso em um caminho sem volta, que destrói  muitas vidas, e abre feridas incuráveis em milhões de famílias.
Muitos me perguntam por que nunca provei, e as teses sempre foram muitas, desde que eu tinha medo dos meus pais, passando por ser evangélico e tantas outras versões mirabolantes, pois custava, e custa até hoje, as pessoas entenderem que simplesmente não provei porque não quis.
Não sou evangélico (não que isso seja um problema), fui criado solto, andando para tudo que é lado, com as mais diversas pessoas, tanto da minha idade, quanto mais velhas, fui líder estudantil, sou militante de esquerda, e sempre convivi com muitos usuários, andei por tudo, me diverti, curti a vida, viajei, me envolvi em muitas coisas na vida, que quando paro para contar minhas histórias pareço o Forrest Gump. Porém, sempre me perguntei: O que ganho com isso? Nunca encontrei uma resposta convincente que me fizesse achar que qualquer droga poderia me trazer algum benefício ou prazer que não pudesse encontrar em outras coisas melhores e mais legais de fazer, e esse sempre foi o motivo.
Nunca defendi a legalização das drogas, a descriminalização da maconha e qualquer outra tentativa desta natureza, e essa matéria da Carta Capital, só me convenceu ainda mais disto, pois, como sempre, os argumentos em defesa, são muito fracos para o meu jeito lógico de ser. Pois, quem me conhece, e convive comigo, sabe que sempre aplico uma lógica, a minha lógica, ou a lógica que minha mente alcança, e por ela filtro minhas opiniões e posicionamentos, foi assim, de forma simplificada e lógica, que respondi a pergunta que me fazia sempre que alguém tentava me apresentar, convencer e oferecer drogas.


Como a matéria é longa, e o assunto complexo, e eu sou prolixo, vou tentar compartimentar e objetivar o melhor possível o meu ponto de vista.

LEGALIZANDO AS DROGAS VAI DIMINUIR O TRÁFICO E COM ELE A VIOLÊNCIA
Esse é um dos principais argumentos, inclusive consta como subtítulo da chamada de capa da matéria. Pois é, o cigarro é legal no Brasil e estudos mostram que o “contrabando” que não deixa de ser uma espécie de tráfico, é imenso e alimenta uma indústria, não menos violenta e com diversas ramificações, que corrompem servidores públicos e etc.
Qual a mágica para acabar com a violência? Não vão ter mais traficantes? Os traficantes vão pegar uma carteira de trabalho e vão arranjar um emprego, já que a maconha vai ser vendida nos bares, danceterias e bancas de revista, ali, ao lado das carteiras de cigarro?
A quem querem enganar? O criminoso arranja outro crime para cometer, assalta banco, explora outro tipo de contravenção.
Vão legalizar também o Crack, a cocaína, heroína? Sim, pois se o objetivo é acabar com o tráfico, tem que liberar tudo, pois se liberarem a maconha, o traficante vai continuar vendendo o resto, e a violência vai continuar, se não compensar vender maconha, vende outra coisa, pois não esqueçam que o traficante é um comerciante, o seu objetivo é lucro, é ganhar dinheiro, não faz isso por caridade. O que faz um comerciante quando tem um produto que não vende? Arranja outro que venda! Todos sabem que a maconha não é a única droga fornecida, acho que inclusive nem é a mais vendida, nem a mais lucrativa.
A matéria fala dos cartéis e do poderio dos traficantes, porém sabemos que o negócio deles é vender Coca, e não o refrigerante, a maconha nem é prioridade, é apenas mais um produto nesta cadeia, pois a folha de coca proporciona mais variações e é bem mais lucrativa.
Os manipuladores da opinião pública e principalmente dos jovens, que são os “inocentes úteis”, que fazem passeatas pela legalização, ficam mostrando os “farrapos humanos” das “cracolândias” da vida, dizendo: Olhem! Vejam! Se liberar a maconha, isso não vai mais acontecer! Como assim? Qualquer criança sabe que a maconha é apenas um tipo de droga, as vezes até serve de porta de entrada para outras drogas como Crack, Cocaína, Heroína, e essas sim, acabam de vez com as pessoas, é um caminho com pouquíssimas e complexas chances de recuperação, e não vejo como liberação da maconha reduzirá essa realidade, ainda mais se legalizada, pois passa a ser aceita como inofensiva, e vai continuar sendo a porta de entrada para as outras drogas, assim como a bebida alcoólica também se presta a esse papel.

A matéria confirma ser o tráfico, o "negócio mais lucrativo do mundo", mesmo assim acham que tudo se resolve com uma simples mudança na legislação e que de uma hora para outra o tráfico acabará através de decreto.

LEGALIZANDO AS DROGAS, O GOVERNO VAI ARRECADAR IMPOSTOS E INVESTIR NA SAÚDE E OS VICIADOS TERÃO MELHOR ATENDIMENTO.
Essa é um dos argumentos que me deixa mais revoltado, pois no Brasil, duas drogas lícitas, como o cigarro e a bebida alcoólica são os produtos que tem maior alíquota de impostos e arrecadam bilhões, no entanto, os estudos comprovam que os danos causados pelo uso destas substâncias consomem mais dinheiro do que a arrecadação em impostos. Quem não conhece um alcoólatra que tem sua vida destruída e não consegue atendimento de saúde, ou um fumante com doenças esperando por atendimento e tratamento no SUS? Qual o milagre?
Essa de utilizar de um problema, como o da saúde pública, para nos convencer a aceitar algo, é muito velho, e já está batida, vira e mexe vem alguém: Vote em mim que resolvo o problemas da saúde! Vamos criar um imposto que vai resolver o problema da saúde! Compre isso que vai resolver o problema da saúde! Agora querem dizer: Comprem e fumem maconha que o governo vai ganhar o dinheiro dos impostos para resolver o problema de saúde e dar tratamento digno para quem é viciado.
Opa! Como assim? Vão utilizar o dinheiro dos impostos para tratar os viciados? Hum... Mas se curarem os viciados, quem vai comprar maconha? E se as pessoas não comprarem maconha não vai ter o dinheiro dos impostos, e se não tiver o dinheiro dos impostos, a saúde não vai melhorar.
Na verdade a maconha será apenas mais uma na lista das drogas lícitas a gerarem problemas, assim como já geram, pois o fato de ser não liberada não impede das pessoas usarem.

A INDÚSTRIA DO TABACO SERÁ A MAIOR BENEFICIADA COM A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA
Dia destes escutava um debate sobre a legalização e um detalhe, no depoimento do Dr. Sérgio de Paula Ramos, me chamou a atenção: Que a indústria do tabaco é a maior interessada na legalização da maconha! Essa afirmação fez cair a ficha. Claro! As empresas de cigarro estão com tudo pronto, o equipamento, a estrutura, a experiência, a rede de distribuição, tudo. Legalizado o consumo ela está pronta para colocar cigarros de maconha nos milhares de postos de venda espalhados por todo o país em pouquíssimo tempo, lucrando muito mais do que lucra agora.
Certa vez li um comentário que fazia a seguinte pergunta: Que empresário não gostaria de comercializar um produto que cria dependência nas pessoas? Fiquei com essa pergunta na cabeça e refleti muito sobre ela. Comecei a olhar a minha volta e ver o comportamento das pessoas em relação à bebida alcoólica, ao cigarro e os mais leves, mas não menos viciantes, chocolate e coca-cola.
A conclusão que cheguei é que, comercialmente, não há nada mais certo do que vender um produto que torna as pessoas dependentes. Pensei nas pessoas que deixam de comer para comprar um cigarro ou uma bebida, que juntam baganas do chão para fumar, que cometem pequenos golpes para poder saciar a vontade de beber, e tantas outras situações vividas por aqueles que um dia provaram um desses produtos e nunca mais deixaram de consumi-los. A maconha vai ser apenas mais um destes produtos, que enriquecerá algum empresário, ou grupo, às custas da dependência de uma parcela considerável de nossa população. 
Sinceramente, acho que não precisamos disto.
 
O mundo reconhece que não consegue conter o poder do narcotráfico. "Até os Estados Unidos parecem disposto a abandonar a política da "guerra às drogas", diz a matéria.
Quer dizer que nem o poderio Americano vence a força do tráfico mas, com a mudança de legislação vão conseguir acabar com os traficantes?

O CAPITALISMO É UM SISTEMA PERVERSO QUE CORROMPE A ÍNDOLE DAS PESSOAS
No meu entendimento, e fique claro, no MEU ponto de vista, a matéria da Carta Capital não disse a que veio, não consegue sobreviver a mínimos questionamentos, e se o objetivo era fortalecer o movimento pró legalização das drogas, ela não trouxe nada de novo ou convincente que pudesse acrescentar à discussão.
Lendo a matéria, que parece ter sido feita por encomenda, mais me convenço de que o sistema Capitalista é o cupim da dignidade humana, pois, no fundo da discussão, está a vontade de colocar a mão nos bilhões de “narcodólares”, os caras não estão preocupados com a saúde dos usuários de drogas, ou se jovens, de todas as classes sociais, tem suas vidas abreviadas pelo seu uso, eles querem saber quem botará a mão nos bilhões de dólares oriundos da sua comercialização. Reflitam! As drogas continuarão gerando riquezas, a sua legalização apenas fará o dinheiro trocar de mãos, sairá dos traficantes, para governos e empresários, não muito mais honestos, espalhados pelo mundo, pois esse é o mal do sistema capitalista.
O sistema capitalista, impulsionado pela ganância humana, residente em todas as almas, produz pessoas que adulteram o leite, fraudam a saúde pública, roubam a merenda escolar das crianças, exploram e humilham as pessoas, se aproveitam da fé e em nome de Deus roubam seus fiéis, enfim, cometem toda a ordem de desonestidades, tudo com o objetivo de obter lucro e usufruir dos prazeres que o dinheiro proporciona, os traficantes são apenas mais uma variação desta espécie, e eles obtém lucro, vendendo algo da qual as pessoas são dependentes e tem dificuldade de se livrar, utilizando-se de outros gananciosos e todo o tipo de corruptos.

“Os narcóticos não garantem apenas o enriquecimento dos criminosos envolvidos diretamente no negócio. Após as recentes crises financeiras internacionais, vários bancos superaram seus problemas de liquidez com os recursos do tráfico...”

TUBARÕES CAPITALISTAS, DEFENSORES DA LIVRE COMERCIALIZAÇÃO DAS DROGAS, COLOCAM O OVO DE UM LADO E CACAREJAM DO OUTRO
Uma das formas de manipular a opinião pública é confundir os assuntos, misturar tudo, e se aproveitar da falta de atenção das pessoas. A matéria faz isso se não olharmos com cuidado.
Utilizando-se da vontade, legítima, de jovens e usuários de maconha, que desejam vê-la legalizada, e com isso evitar os constrangimentos e a possibilidade de prisão, os interessados nos lucros da droga, confundem a opinião pública, tentando tratar o assunto como se fosse apenas possibilitar que - Jovens inocentes tenham o direito de consumir seu baseadinho sem serem incomodados pela polícia, pois afinal temos criminosos aí a solta com quem a polícia deve se preocupar e não com nossos filhos queridos, estudiosos e comportados, e as cadeias já estão cheias de marginais e não é justo prender a gurizada por causa de um barato - Olhando assim até que tem razão. Mas será que é só isso? É disso que estamos tratando?
Claro que não! No Brasil, desde 2006 os usuários não são presos, e mesmo antes, quase nunca eram. Cresci presenciando as pessoas fumarem maconha nas praças, ruas e em todo o lugar, livremente. No meu condomínio, o pessoal fuma direto e passamos por eles com a maior naturalidade do mundo. Quantos de vocês, que me leem agora, já fumaram seu “cigarrinho” tranquilamente, sem serem importunados?
O certo é que, usuários, na sua maioria de classe média, querem continuar sendo consideradas “pessoas de bem e honestas”, mesmo que estejam colocando suas vidas em risco, consumindo algo que vicia e pode destruí-los, sem correrem o risco de terem um dedo apontado para si. Pois, se levarmos ao pé da letra, hoje eles são hipócritas, que se consideram bons e honestos, mas burlam e desrespeitam a lei, consumindo algo que é proibido, alimentando a indústria da droga, sustentando traficantes, e financiando as armas que matam milhares de pessoas (as vezes eles mesmo, por causa de dívidas com os traficantes). Com a liberação, os empresários “honestos” produziriam a droga, a industrializariam, venderiam no mercado da esquina, ganhariam seu dinheiro honestamente, o governo arrecadaria seus impostos, as pessoas consumiriam sem serem incomodadas, assim como fazem com a bebida e cigarro, e todos viveriam felizes e com sua consciência em paz. 
Sabe que gostei deste final! Pena que não é bem assim que acontece.
Na verdade, muitos usuários de drogas acabam destruindo suas vidas, cometem pequenos e até grandes delitos para comprarem a droga (e por isso são presos, não pelo consumo), roubam seus familiares, prejudicam suas vidas profissionais e educacionais, e uma parte grande deles acaba morrendo ou vivendo nas ruas, pois a droga é devastadora, e o estado não consegue lhes fornecer ajuda para alcançar a cura de sua doença.
No fundo, assim como fazem com os alcoólatras, pouco interessa que as pessoas se curem, quando muita gente vive do vício delas.

Imagens de impacto, como está que ilustra a matéria, nos vende a falsa impressão, de que  as cadeias estão abarrotadas de "usuários" de drogas que foram parar lá por terem sido flagrados fumando um baseado, e que o estado está aumentando a repressão aos usuários e, portanto, as cadeias vão ficar mais lotadas ainda.
Você acredita nisso?

Um dos argumentos para a legalização, é que na Holanda, país considerado modelo de legalização da maconha, grande parte dos usuários da maconha não se expõem à cocaína e à heroína. A matéria faz referência a isso. Pois é, mas não disseram qual o tamanho do estrago causado por elas, pois, me dizer que: A maior parte dos usuários de maconha, não consomem cocaína, é a mesma coisa que me dizer que a maior parte das pessoas que consome refrigerante, não bebe cerveja. Pois bem, o que isso quer dizer? Que no Brasil não temos alcoólatras, pois o pessoal prefere refri? E na Holanda as pessoas não consomem cocaína e heroína porque podem comprar maconha livremente?
A matéria traz algumas informações como o preço de um quilo de coca pura, que na Colômbia é 1,5 mil dólares, 12 mil a 16 mil no México, perto de 47 mil na Holanda, 57 mil na Itália e até 77 mil no Reino Unido, e a matéria ainda acrescenta: “No varejo, a droga é misturada a outras substâncias e rende muito mais.”. Ôpa! Mas não estávamos falando de maconha? Pois é, a confusão é grande, falam da liberação da maconha, mas apresentam os números da coca. Mas, assim jogados, os números podem gerar várias interpretações, como a de que na Holanda, onde a maconha é liberada, a cocaína dá muito dinheiro.
Sabe que fiquei confuso? E esse post ficou gigante! O certo é que problema é complexo e a matéria, pelo menos para mim, só confirmou o que eu já sabia: 
A droga é um produto que gera bilhões de dólares; 
Existem milhões de interessados em ganhar dinheiro com ela; 
Quando vão tratar do assunto eles misturam tudo e fazem uma confusão na cabeça das pessoas; 
Que quase ninguém está interessado no mal que ela faz, apenas no quanto ela rende; 
Que os usuários, sem perceber que são reféns da droga e que são dominados por ela, são usados para mascarar os interesses comerciais, servindo de fachada para o enriquecimento, daqueles que querem explorar seu vício e sua fraqueza.
Essa é parte de minha reflexão, pois o assunto é tão instigante, que a vontade que tenho é de comentar parágrafo por parágrafo desta matéria, porém a tornaria impossível de ler, pois deste tamanho ela já terá poucos leitores, porém o mais importante é que escrevi o que estava pensando, e tranquilizei a minha consciência que me exigia que eu me manifestasse.

Desculpe queridos amigos, usuários de drogas, mas, do fundo do meu coração, mais do que liberar o consumo, a venda ou a produção de drogas, mais do que descriminalizar, eu prefiro viver a utopia de um mundo SEM DROGAS, prefiro ver as pessoas vivendo e sendo felizes de cara limpa.

Fonte: Revista Carta Capital - Edição nº 748 de 15 de Maio de 2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

Habemus Candidato



Uma simples observação da evolução das eleições presidências, desde 1989, a primeira após a ditadura, perceberemos que a cada eleição reduzem o número de candidatos com chances de vitória. Em 1989 foram 22 candidatos e o resultado era uma incógnita, a Rede Globo temia a eleição de Brizola e no primeiro turno deu uma ajudadinha para o Lula, a fim de tirar Brizola do segundo turno, tornando mais fácil a vitória de Collor, o candidato fabricado pela Vênus platinada.

A partir de 1994, temos tido uma polarização entre PSDB e PT, duas forças que se revezam no poder desde então. Essa polarização não é por acaso, deve-se ao fato de que constituir um candidato à presidência é um trabalho de muitos anos, e não surgem lideranças novas, com estatura para disputar uma eleição desta natureza, de um dia para o outro. Desde Collor, que foi um projeto da Rede Globo, tivemos a candidatura de Lula por cinco vezes, ou seja, O PT apresentou o mesmo candidato por 20 anos e importou a sucessora de Lula do PDT de Leonel Brizola, o que prova, que com toda a força do PT, não conseguiram criar um sucessor para Lula, “sangue puro”, assim como o PSDB não conseguiu um sucessor para FHC, tendo sido derrotado em três eleições consecutivas, com dois candidatos diferentes e na próxima eleição tentará um terceiro nome, Aécio Neves. Ter um bom candidato a Presidência é um desafio imenso. Tanto que o PMDB, considerado o maior partido Brasileiro não disputa a eleição com candidatura própria desde 1998, após duas tentativas (1989 e 1994) com candidaturas inexpressivas do ponto de vista eleitoral.

Assim, é natural que o PSB, tendo em seus quadros duas lideranças de qualidade (Ciro Gomes e Eduardo Campos), ambos em condições de disputar as eleições, deseje colocar em discussão um desses nomes, no caso o do Presidente do partido e Governador de Pernambuco, reeleito com a maior votação do país, Eduardo Campos.

Ter um bom candidato a presidência da República é um privilégio para poucos, e ter um bom candidato e um partido é melhor ainda, pois algumas vezes o candidato é bom, mas não possui um partido organizado, forte, capaz de dar sustentação política a candidatura. No caso do PSB temos as duas coisas, um bom candidato e um partido em crescimento, com história e excelentes quadros políticos. Ouso dizer que o PSB possui condições de formar uma chapa completa e além do candidato a Presidente, teria, dentro do próprio partido, lideranças com estatura para comporem a chapa como vice, entre elas, Luiza Erundina PSB/SP, Ciro Gomes PSB/CE, Beto Albuquerque PSB/RS, entre outros.

Por isso, acho natural a pretensão de ter candidatura própria a sucessão de Dilma. Isso quer dizer que somos contra o governo Dilma? Quer dizer que o PSB está rompendo com o campo político onde sempre esteve? Não! É como um time, mesmo fazendo parte da mesma equipe, os jogadores que não estão jogando, como titulares, desejam jogar, o que não quer dizer que desejem que o outro se machuque ou tenha um problema grave, nada disso, apenas treinam, se preparam, para que e o técnico opte por colocá-los em campo para jogar no time titular. O PT tem estado no comando, e o PSB está ali, contribuindo para o time, jogando junto, participando, só que deseja ser titular também, se considera capaz de contribuir ainda mais, treinou, se preparou, se organizou e acredita que esteja pronto para assumir o comando e ajudar o país a crescer, porém, mais do que a vontade do jogador, o que define é quem escala a equipe, e no caso do Brasil, quem escala é o povo, que decide quem quer ver comandando a nação, porem, para conseguir a oportunidade é preciso se apresentar para jogar e é isso que o PSB está fazendo. Se o povo decidir dar continuidade ao comando do PT, tudo bem, sua decisão deve ser respeitada, porém o PSB vai trabalhar para que o Povo escolha Eduardo Campos, pois em tempos de escolha de novo papa, cabe adaptar a celebre frase: Habemus Candidato!


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

ELES ESTÃO DESCONTROLADOS!


Com a popularização da Internet, e a democratização da rede, transformando todos nós em potenciais formadores de opinião, começamos a ter novos fenômenos, verdadeiros personagens da vida moderna. Lembro agora, dois símbolos desta era, a adolescente Isadora Faber que criou o Diário de Classe e possui mais de 500.000 seguidores, e o jovem carioca Rene Silva Santos que possui mais de 47.000 seguidores no twitter e criou o Jornal Voz da Comunidade no complexo do Alemão.
Mas, se por um lado temos personagens de carne e osso, temos outros que não podemos tocar, um deles é o fake ("falso" em inglês), identidades falsas, por vezes utilizando-se de nomes de personalidades ou apenas ocultos por um codinome, que povoam a Internet, e que na maioria das vezes, com algumas exceções, é claro, escondem os “velhos covardes” de sempre.

A VELHA “INDÚSTRIA DO BOATO” GANHA UM IMPORTANTE ALIADO
Em um mundo onde honestidade e honra, são cada vez mais difíceis de encontrar, a Internet trouxe a massificação desses “sentimentos ocultos” dentro de cada um de nós, que acabam ganhando adeptos, seguidores e etc. Desta forma, a velha “indústria de boatos”, ganhou uma importante ferramenta, e transformou muitas “mentiras” em “verdades” e “colocou palavras” na boca de muita gente, por isso é cada vez mais raro encontrarmos informação com credibilidade.
A Política e o show business, sem dúvida, são onde a “fofoca” faz a festa, pois é notícia plantada o tempo todo. Bastou alguém colocar no twitter, facebook, em algum blog, que fulano de tal namora siclano (no caso dos artistas), ou que fulano está com o cargo por um fio (no caso da política) pronto, lá se foi a vida da pessoa pelo ralo, e como cada um que conta um conto, aumenta um ponto, o negócio toma uma dimensão, por muitas vezes desumana.

O TELEFONE SEM FIO DO SÉCULO XXI
Quando era guri brincávamos de “telefone sem fio” que funcionava assim: fazíamos uma fila, a primeira pessoa sussurrava no ouvido do companheiro ao lado, uma frase, aquele que ouviu, transmitia, também ao “pé do ouvido”, o que escutará ao companheiro do lado, e assim sucessivamente até o último, e ele teria de repetir, em voz alta o que escutou. Era muito engraçado ver o resultado, morríamos de rir, pois geralmente era uma frase bem diferente do que o primeiro falou, dependendo da complexidade da frase inicial, o resultado era inimaginável. Hoje a Internet é o nosso telefone sem fio, onde as pessoas reproduzem o que ouviram, ou viram e aí é um “Deus me acuda!”. É um morre gente, ressuscita gente, demite, admite, casa, separa, é Fake dando notícia como “fonte confiável”, é uma doideira total.

A IMPRENSA E SUAS “FONTES CONFIÁVEIS”
A estas alturas, você deve estar se perguntando onde eu quero chegar. Uns já devem estar dizendo: Lá vem o Serginho querendo censurar a Internet, controlar, botar cabresto. Nada disto! Só quero alertar para que, em tempos como agora, redobremos nossa atenção em relação às informações que nos chegam, pois até a imprensa se contamina com isso, e dá muita “barrigada” por levar em consideração “notícias plantadas”.
Para ilustrar uso três casos:
1.  Em 1993 o então Deputado Federal Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) foi cassado, após ter comandado o impeachment de Collor, e o pivô desta cassação foi uma matéria na revista Veja que revelou-se falsa, e que ano depois foi desmascarada. (Confiram: http://www.istoe.com.br/reportagens/11043_A+VERDADE+APARECE  Leiam também http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/um_exemplo_de_antijornalismo Coloquei as duas, pois uma contesta a versão da Veja, e a outra contesta a versão da Istoé, sobre a versão da Veja. Em qual devemos acreditar?)
2.   Durante as eleições saiu uma notícia de que havia um vídeo rodando na Internet, onde a então candidata a Prefeita, Manuela D’ávila, aparecia fumando maconha na universidade, por onde andava as pessoas falavam sobre o assunto, e uns chegaram a dizer que haviam visto o tal de vídeo, pois, revirei a Internet e não encontrei, e ninguém sabia me dizer onde encontrar. Alguém viu o vídeo e pode me indicar? Ou será que esse vídeo nunca existiu e tudo não passou de boato, plantado por seus adversários?
3.  Esta semana na ZH em uma coluna conceituada, ao comentar sobre a RS 010, a colunista publicou o seguinte texto: Beto queria ou o projeto original, ou nada. E se opôs à tentativa do governo de trazer a EBP (Empresa Brasileira de Projetos) para fazer o projeto, o que atrasou quase um ano a discussão. Ele deixou uma herança negativa – diz uma figura influente no Piratini.” Pois é, Figura influente. O que seria uma figura influente neste caso? Um Secretário? Um assessor? Um dirigente? Como alguém pode respeitar uma declaração desta importância, que faz uma acusação desta natureza, sem dar a oportunidade de, nós mesmos, avaliarmos se essa pessoa é realmente “uma figura influente no Piratini”?  Como que um jornal publica uma declaração assim? Alguém sem nome, sem cargo, anônima. Pode ser um Fake, uma notícia plantada, um intriga e também uma fofoca. Como saberemos? Notícias como essa acabam sendo comuns, e tem o único objetivo de gerar “intrigas” e “falsas crises”.

CAUTELA E CALDO DE GALINHA NÃO FAZEM MAL A NINGUÉM

Pois a política virou uma fofoca só, poderia relatar uma série de fatos para ilustrar isso, mas o certo, é que não podemos nos deixar influenciar por “informações anônimas” Se a pessoa não se apresenta, é porque não quer sustentar o que diz, e se não sustenta, é porque tem grande chance de ser mentira. Não vivemos mais na ditadura, onde a divergência era punida com tortura e morte, hoje podemos manifestar livremente nossa opinião e, portanto, o anonimato é uma “covardia”, que só se justifica em casos extremos.
Temos que redobrar nossos cuidados, pois se você leu as matérias que coloquei no caso Ibsen verá que uma desmente a versão antiga da veja, e a outra desmente a Istoé, sobre a versão da veja. Seguindo a prática de Adam Sun, autor da matéria desmentindo a istoé, falecido em 2008(http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2008/09/30/adam-sun-e-a-arte-da-checagem/?doing_wp_cron) chequei quem ele era, e percebi que trabalhou na Veja e na Época, e que não trabalhou na Istoé. Será que isso o faz suspeito para analisar a matéria da Istoé? Será que não teríamos que ter alguém para analisar e checar a matéria do Abam Sun? E outra pessoa para analisar e checar a matéria de que analisou e checou a dele? Onde pararíamos se fosse assim?
Neste momento acompanhamos as notícias sobre a blogueira cubana Yoani Sánchez. É uma guerra de versões, defesas e acusações, multiplicadas por toda a rede, vale a pena acompanhar.
Por tudo isso, precisamos tomar mais cuidado quando emitimos uma opinião, ou fazemos juízo de alguém, pois se a fonte não for de confiança e se não tomarmos o cuidado de pensar bem sobre o assunto e ouvir mais, poderemos cometer injustiças e machucar as pessoas.

"O fato de uma opinião ser amplamente compartilhada não é nenhuma evidência de que não seja completamente absurda; de fato, tendo-se em vista a maioria da humanidade, é mais provável que uma opinião difundida seja tola do que sensata." 
( Bertrand Russell )

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

VOLTEI!


          Olá Amigos! Voltei!
      
      Após um período afastado do Blog, refletindo sobre o caminho a seguir, avaliando os resultados da eleição, estou de volta. Este blog é importante para mim, e embora de tempo em tempo eu deixe de publicar postagens aqui, não quer dizer que tenha abrido mão dele, e muito menos que tenha deixado de produzir algum texto ou reflexão, ocorre que, dependendo do que estou fazendo, preciso pensar muito no que vou publicar, pois, infelizmente ou felizmente, não somos totalmente livres e temos que refletir sobre a utilização da internet. 

          Nossos compromissos profissionais nos impõem certos limites, e a sociedade também. Quando era diretor executivo da Fundação Thiago Gonzaga eu não podia fazer declarações bombásticas e muitas vezes expressar minha própria opinião, pois corria o risco de ter minha opinião confundida com a da instituição, e é assim, quando estive no gabinete da Deputada Juliana Brizola, na Seinfra, e também agora que estou trabalhando na assessoria do Deputado Beto Albuquerque, tenho que dosar minhas opiniões, sem renunciar a elas, mas evitando constrangimentos.

          Sou uma pessoa de opinião, sou crítico, e procuro pesar isso, pois não trabalharia em um lugar, ou com uma pessoa, que não respeitasse minha opinião e me proibisse de manifestá-la, por outro lado, devo saber quando essas opiniões podem ser públicas e quando devem ser reservadas, pois, precisamos também pensar coletivamente, enxergar o outro, valorizar as instituições e evitar que o individual prejudique o coletivo.

        Pois é, voltei! Estou aqui, com uma porção de coisas para dizer, cheio de ideias, sonhos e opiniões. Dentro de pouco mais de um ano teremos Copa, eleições presidenciais e uma série de acontecimentos importantes e pretendo estar aqui, percorrendo meu caminho e dividindo com vocês algumas impressões.

                         Feliz 2013 para todos!

Você nunca deve desistir de suas idéias

Conta a lenda que um príncipe ia ser coroado Imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar. Sabendo disso, o rapaz lançou uma disputa entre todas as moças do reino. Anunciou o seguinte desafio para um grupo de jovens que havia se apresentado:
- Darei, para cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, trouxer a mais bela flor será minha esposa.
O tempo passou e uma das jovens, a mais humilde delas, apesar de não ter tanta habilidade nas artes da jardinagem, cuidava da sua sementinha com muita paciência e ternura, pois sabia que, se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisaria ficar preocupada com o resultado.
Passaram-se três meses e nada germinou.
Passaram-se os seis meses e ela nada havia cultivado.
A flor não brotou. Porém, consciente do seu esforço e dedicação, compareceu ao palácio na data e hora combinadas.
Lá estava a jovem, com seu vaso de flores vazio, junto a todas as outras pretendentes, cada qual com uma flor mais bela que a outra.
O príncipe observou cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção e anunciou que a jovem que trazia o vaso vazio era a escolhida. Era ela sua futura esposa. Ninguém compreendeu por que ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado! Então, calmamente, ele esclareceu:
- Esta foi a única que cultivou a flor que a fez digna de se tornar uma Imperatriz, a flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

Você nunca deve desistir de suas idéias.

Acredite nelas e trabalhe.
Extraído de “O que podemos aprender com os Gansos” de Alexandre Rangel