Mostrando postagens com marcador Brasileiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasileiro. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Beto Albuquerque, um Líder, um Vencedor!


          Hoje utilizo esse espaço para homenagear o comandante Beto Albuquerque. Essa semana ele fez seu discurso de despedida da Câmara dos Deputados, pois no dia 31 de Janeiro de 2015 estará encerrando um ciclo de 24 anos de mandatos eletivos, dois mandatos como Deputado Estadual e quatro como Deputado Federal. Beto saiu direto da faculdade de direito para a Assembleia, tem uma história de vitórias e importantes serviços prestados a nossa sociedade.

         No dia 04 de Dezembro, ele recebeu o Prêmio Líderes e Vencedores, concedido pela Federasul e Assembleia Legislativa, pela segunda vez (A primeira foi em 2009). Na edição desta semana a Revista Época o colocou como uma das 100 personalidades mais influentes do Brasil. No domingo, enquanto o acompanhava nas atividades da Semana de Mobilização Nacional Para a Doação de Medula Óssea, eu pensava em minha própria trajetória política, e o quanto eu fui privilegiado. Durante estes anos todos eu pude ter a honra de conviver com pessoas incríveis, pessoas que me proporcionaram um rico aprendizado, daqueles que nenhuma faculdade pode oferecer. Nesta lista está Leonel Brizola, com quem pude conviver por diversos anos, acompanhando nas campanhas eleitorais e nas atividades partidárias, tenho um acervo de milhares de fotos dele, e pude escutá-lo falar por incontáveis vezes, mas não foi só com ele que convivi na política, e aqui vou relacionar apenas aqueles que escolhi e me escolheram para compor suas equipes. Sim, pois muitos acham que fazer parte de um gabinete parlamentar, ou de uma equipe de governo é algo fácil, pois saibam que não é, existem alguns que equivalem a um vestibular dos mais disputados.

Na década de 90, quando acompanhava o saudoso Leonel Brizola em suas andanças pelo Rio Grande do Sul, pude registrar alguns encontros com Beto Albuquerque. Na época Brizola já chamava a atenção para o talento e a liderança dele
          Na política, assim como em qualquer espaço social, existem diferenças, inclusive na qualidade do político e do mandato. Em minha militância política pude trabalhar com Wilton Araújo (Vereador PDT), Carlos De Ré (O saudoso Minhoca, na FGTAS) Pedro Ruas (Vereador PDT e Secretário de Obras do Governo Olívio Dutra), Milton Zuanazzi (Secretário do Turismo do Governo Olívio Dutra), Juliana Brizola (Deputada Estadual do PDT), até chegar no Deputado Beto Albuquerque, primeiro na SEINFRA e depois no mandato de Deputado Federal do PSB. Lembro, como se fosse hoje, do dia em que recebi seu telefonema, quando tomou posse na Câmara, após um período como Secretário de Infraestrutura, dizendo: Serginho, quer vir para o mandato? Receber um convite destes é como ser convidado para jogar em um clube da elite, é como o jogador que recebe o convite para jogar na dupla Gre-Nal (poderia citar o Barcelona e tantos outros, mas preferi os grandes gaúchos), uma honra.

Essa foto é muito especial, pois é de um momento de grande
felicidade. Vivíamos a esperança, a motivação, o sonho.

Esse encontro, infelizmente, não poderemos repetir
          Nestes últimos dias tenho pensado nisto tudo, não só do dia em que me convidou para compor o seu “time”, mas todos os outros convites que recebi e os momentos que vivi com essas pessoas, e me senti um privilegiado.

          Essa é uma característica importante no comandante Beto Albuquerque, a sua capacidade de nos fazer sentir especiais - reside aí uma importante reflexão que todos devemos fazer, pois uma das formas de avaliarmos a “saúde” de uma relação, é pensarmos o quanto somos capazes de nos sentir felizes por ter esse alguém em nossas vidas - é assim que me sinto trabalhando com o Beto, me sinto orgulhoso de minha trajetória, me sinto feliz e valorizado em minha caminhada, pois ele, através de seu trabalho, da seriedade com que faz política, com a sensibilidade com que trata as causas que defende, e principalmente com a generosidade com que trata as pessoas e em especial as pessoas de sua equipe, faz uma enorme diferença. Não tê-lo no Congresso Nacional é uma grande perda, não fazer mais parte de sua equipe deixará um vazio. É sempre um orgulho dizer onde e com quem trabalho!

          Beto é dos políticos atentos às causas da sociedade, é sensível aos clamores públicos, e um verdadeiro vencedor. Nem a pior derrota de sua vida, que foi a perda do filho Pietro, com apenas 19 anos, foi capaz de derruba-lo, da sua dor nasceu um trabalho abnegado na busca por doadores de Medula Óssea e pela melhoria do atendimento no sistema de saúde.

           Vim trabalhar com o Deputado Beto em 2011 e sempre tive dele um tratamento especial,  não diferenciado, mas especial, educado, generoso, bem humorado, altivo, solidário, respeitoso, são apenas alguns dos “Betos” com quem convivi. Não tenho uma única passagem de desrespeito, de injustiça para relatar, algo que eu mesmo não me sinto capaz de fazer, pois minhas imperfeições fazem com que me indigne com frequência. Trabalhar com alguém e ter dele sempre um tratamento respeitoso foi um grande ensinamento.

Como não reconhecer e agradecer a quem sempre te respeitou, prestigiou e apoiou?
Quando olho nossa história juntos, vejo momentos especiais, boas recordações, companheirismo, solidariedade, e só posso me sentir um privilegiado por tê-lo como amigo, como líder, como "comandante"!

          Vivemos em uma sociedade que tem preconceito com o elogio, confunde reconhecimento com bajulação interesseira, o que considero uma verdadeira ignorância. Costumamos ser contundentes nas críticas e modestos nos elogios, como se reconhecer o valor de uma pessoa fosse feio ou impróprio. Sou extremamente crítico, e o legítimo “super sincero” a ponto de muita gente se ofender com minha franqueza, porém, tenho como filosofia de vida, valorizar muito mais as qualidades das pessoas do que seus defeitos, muito mais os seus feitos do que seus malfeitos, e jamais me imponho silêncio na hora de proferir um elogio ou manifestar meu respeito e admiração, posso até controlar uma crítica, mas jamais um elogio, pois se é merecido, não há porque reprimi-lo, e o cara com quem trabalhei nos últimos três anos, merece o meu grande reconhecimento, e todos os meus elogios, a ponto de acreditar que um único depoimento não é o suficiente para relatar tudo o que ele representa.

          Valeu Comandante! Tem sido uma grande honra estar ao teu lado, e essa experiência muito me dignificou. Obrigado pelas oportunidades, pelo reconhecimento, apoio e respeito que sempre me dispensou, e aos quais eu jamais poderei retribuir.


          Vida Longa, Feliz, e muito sucesso na nova caminhada!    

Essa foto da campanha de 2012 é uma das mais belas lembranças que guardarei desta caminhada!
Valeu Comandante Beto Albuquerque! Avante! 2018 é logo ali!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Esquerda eu?


Uma das coisas que aprendi com a maturidade é que, por pior que seja a situação, ela sempre nos proporciona um aprendizado. Essas eleições, que estão sendo uma das piores que já vi na minha vida, tamanha é a insanidade do debate, me fizeram descobrir que não sou uma pessoa de esquerda, acho inclusive que nunca fui, e tenho a impressão que não serei. Há poucos dias escrevi que era de esquerda, pois esqueçam, eu estava enganado!

Olhando o debate e a forma com que estão utilizando o termo “ser de esquerda” me faz desejar não ser nada. Percebi que é uma bobagem este estereótipo, e que a mim ele não faz nenhuma diferença. Não sinto a menor vontade de querer ser qualificado de nada, reconhecido por nenhuma denominação, quero apenas ser eu mesmo e viver conforme aquilo que acredito.


Rejeito qualquer denominação que me obrigue a fazer coisas que não quero e na qual não acredito, pois teria que fazer uma reprogramação no meu caráter que definitivamente me descaracterizaria. Não quero deixar de ser amigo de alguém porque ele é de direita e eu sou de esquerda, ou vice versa. Quero ser amigo de quem eu quiser independente de sua posição política, assim como não quero ser obrigado a ser amigo de alguém só porque é do mesmo campo político.

Quero olhar para uma ideia e gostar dela sem precisar pedir para fazer DNA para saber se ela foi pensada por alguém de direita ou de esquerda. Para mim, ideia boa é ideia boa, e não deixa de sê-la porque não é de minha autoria ou dos meus!

Quero poder considerar errado desviar o dinheiro público por quem quer que seja, independente se muito ou pouco, e para qual finalidade!

Quero poder dizer coisas legais e ruins, errar e acertar!

Quero poder perdoar, dar segunda, terceira, infinitas chances, ou nenhuma também! Assim como quero achar que ninguém é alguém com capacidade de achar que possa ser digno de conceder perdão.

Quero continuar amando o diferente, o “estranho”, o “fora de padrão” sem precisar concordar com suas escolhas. Não preciso ser igual para respeitar!

Quero ser aquilo que me faz feliz e me honra!

Quero ter e mudar de ideia quantas vezes eu quiser, e não precisar usar de meu tempo e das oportunidades que tenho, para satisfazer as necessidades “egóicas” de quem quer que seja.

Não quero ser obrigado a difamar, caluniar e destruir a reputação de alguém simplesmente porque não faz parte do meu grupo político. Sempre declarei que levo uma vida com o olhar na minha morte, pensando no que as pessoas dirão as minhas filhas sobre mim. Quero que quando alguém diga que é minha filha, ou neto, as pessoas digam que fui um cara de bem e contem porque vivi. Não consigo imaginar minhas filhas e meus netos verem alguém falando mentiras sobre mim, me chamando de tudo que é coisa, destruindo minha reputação nas redes sociais, sem ao menos me conhecerem, movidos pelo simples fato de eu não ser do mesmo “lado” deles.

Cansei de gente querendo me aprisionar, me enquadrar em modelos, em comportamentos! Que coisa mais chata!

Covardia? Não, coragem! Coragem de dizer NÃO a uma prática que reprovo; coragem para dizer NÃO a uma camisa de força que quer me aprisionar; coragem para dizer NÃO a um estereótipo que quer limitar meu bom senso, minha consciência e meu senso crítico.

E a esquerda? Sinceramente? Não faz nenhuma diferença em minha vida eu me autodenominar “de esquerda” ou ser denominado por alguém como tal, pois isso não faz de mim alguém melhor, nem pior do que ninguém. As pessoas chegam ao absurdo de considerar que ser “de esquerda” é uma qualidade, e tem outros que acham que ser “de direita” é que é uma qualidade. Nunca consegui entender o por que. Isso virou uma modinha que até o Collor, o Maluf, o Sarney e o Calheiros aderiram.  

Não, não sou de esquerda, não sou de direita, não sou de centro, simplesmente não sou nada! Fiquem vocês com seus selos, com seus rótulos, com suas plaquinhas, que fico com minha consciência!

Por fim, agradeço a intolerância de algumas pessoas, pois sem ela, não teria feito uma descoberta tão libertadora!


Sejamos todos Felizes!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Para ser de esquerda precisa ser PTista?

Amigos, nós que militamos na política, devemos satisfação aos nossos amigos, principalmente aqueles, que como eu, já concorreram a um cargo público, e mais ainda aqueles que ocupam cargos públicos, pois é comum e natural que nossos eleitores, amigos e familiares, nos tenham como referência e acompanhem nossas escolhas.

Por mais antiquado que possa ser a denominação, sou um militante de esquerda, e como tal, direciono minha prática política com o objetivo de construir uma sociedade mais equilibrada, com menos desigualdades sociais, com melhor qualidade de vida e com melhor distribuição de renda. Minhas escolhas políticas sempre levam esses fatores em consideração, e por este motivo que abracei, desde o início, a candidatura de Eduardo Campos, e depois a de Marina Silva, não só por representarem minha sigla partidária, mas por representarem um projeto que acredito.

Passadas as eleições é preciso respeitar o desejo do povo, manifestado de forma democrática através do voto e, portanto, aceitar que não fomos escolhidos para governar o Brasil.

Fiz algumas manifestações nas redes sociais e um amigo me cobrou coerência em relação ao PT, afirmando que eu estava “mudando de lado”, respondi a ele e agora esclareço a quem ainda tem dúvidas sobre o meu posicionamento.

Minha militância partidária começou no MR8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro) na década de 80, depois fui para o PDT de onde sai em 2000 juntamente com um grupo de companheiros para apoiar Tarso Genro para a prefeitura de Porto Alegre. Em 2001, esse grupo, que incluía a Presidente Dilma, filiou-se ao PT e eu optei por deixar a militância partidária. Só voltei a me filiar em um partido político em 2011 optando pelo PSB, partido que milito até o presente momento.

Participei de três governos no Rio Grande do Sul: Collares e Olívio, pelo PDT e Tarso, pelo PSB. Sempre contribui neste campo e tive a oportunidade de ingressar no PT e não o fiz, pois, embora reconhecendo sua importância, nunca me vi militando no PT.

NUNCA fui PTista! SEMPRE fui crítico ao PT, por sua relação com as demais forças de esquerda do país, por se acharem a “bolachinha mais recheada” do pacote, sendo o parâmetro para denominar quem é de esquerda ou de direita, mais ou menos assim: Está com o PT, é de Esquerda! Não está com o PT, é de Direita! Com esse pensamento, tentam fazer o povo pensar que Sarney, Collor, Calheiros, Maluf, são de esquerda. No Maranhão, por exemplo, preferiram fortalecer a candidatura de Lobão Filho (PMDB) apoiado pela família Sarney e as oligarquias locais, contra a candidatura de Flavio Dino (PCdoB). Eu sempre fiquei muito indignado com essa postura, o que nunca me impediu de reconhecer os méritos do PT e confiar o meu voto a eles, a ponto de deixar um partido onde me sentia em casa, o PDT, para manter minhas convicções de “esquerda” e apoia-los. Ironicamente ontem escutei o Governador Tarso Genro elogiando o Collares, que era seu adversário em 2000 e foi o pivô de nossa saída do partido, dizendo que ele era a grande “referência” do PDT, tudo porque a executiva do PDT tirou o indicativo de apoiar Sartori, mesmo tendo participado do governo Tarso, e o único que o defendeu foi o Collares. Como esse mundo dá voltas!

Agora estamos novamente em uma encruzilhada. Nos últimos 20 anos, tivemos que escolher entre um candidato do PT e outro do PSDB, e minha esperança era que este ano fosse diferente. Eu sempre me posicionei a favor do PT nesta polarização, mesmo nas eleições em que o FHC derrotou o Lula. O meu partido, mesmo antes de eu ingressar nele, também esteve ao lado do PT em todas as eleições desde 1989.

Aí eu pergunto: Após ter vivenciado a experiência de ver o presidente do meu partido e candidato a presidência da república, Eduardo Campos, juntamente com outros companheiros, morrerem em uma tragédia que chocou todo o Brasil; Após o PSB ter construído uma história digna no campo da esquerda, colaborado com importantes lideranças para os avanços que alcançamos no país; Após termos estado a par e passo com o PT nestes anos todos, é correto o tratamento que o PT nos deu no primeiro turno? O PT tratou o PSB com o respeito que merecíamos por toda a nossa história?  A prática PTista foi condizente com os princípios democráticos que sempre pregamos? O PSB não tinha o direito de ter uma candidatura própria? A estratégia de desconstrução pessoal e política, através de calúnias, difamações e mentiras, foram condizentes com a ética republicana que defendemos?

O mais humilde dos cidadãos sabem que o PT não foi digno com o PSB, e que atacou o pessoal de todos nós, nos desqualificando, desqualificando nossos candidatos usando de práticas abomináveis e, portanto, ficamos impossibilitados moralmente de estarmos ao seu lado neste segundo turno. Se antes eu tinha a certeza absoluta, 100% de certeza, que em uma polarização entre Dilma e Aécio eu apoiaria e votaria em Dilma, hoje eu tenho certeza de que se apoiar Dilma me sentirei envergonhado perante minhas filhas. Isso quer dizer que apoiarei o Aécio? Não! Simplesmente não decidi que posição tomar no segundo turno. Meu partido irá se reunir para decidir como se posicionará, e depois, pensarei, com muita calma, qual será a minha posição pessoal. O certo é que, para mim, é muito difícil escolher, pois é “o sujo falando do mal lavado”.

O PT escolheu o adversário do segundo turno, quis Aécio, imaginando ser ele o mais fácil de superar no segundo turno, preferiu correr o risco de perder a eleição para um candidato mais conservador (No segundo turno os dois candidatos tem chances de vitória) do que permitir que uma candidata do campo de esquerda se viabilizasse. Preferiram fazer uma campanha de desconstrução da candidatura do PSB, livrando o candidato do PSDB possibilitando seus crescimento, e com ele todos os seus aliados, e agora querem dizer que nós estamos querendo entregar o Brasil na mão do PSDB. Não teria sido exatamente o PT que preferiu correr o risco de entregar o Brasil na mão do PSDB do que para o PSB?


Assim amigos, fica registrada minha posição. Não vejo NENHUMA legitimidade no PT e nos PTistas para determinarem quem é de esquerda ou de direita. Não após os governos que realizaram, e muito menos agora, após o PT terem ajudado na eleição de um dos congressos mais conservadores da história recente do país (Assunto que tratarei em uma postagem futura). 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A política é dinâmica? Vocês nem imaginam quanto!

Beto Albuquerque em um almoço com Brizola em 1998
Conheço o Comandante Beto Albuquerque desde quando ele foi para a Assembleia, era algo de vista, de quem acompanha política, estivemos próximos nas eleições de 1998 quando o Brizola foi vice de Lula e participamos do governo Olívio Dutra, ele pelo PSB como Secretário dos Transportes, eu como assessor de Pedro Ruas, Secretário de Obras, mas foi em 2004 em uma visita dele, como candidato a Prefeito de Porto Alegre, a Fundação Thiago Gonzaga que nos aproximamos de verdade. Juntamente com a Diza o recebi, e apresentamos a Fundação como fazíamos a todos os visitantes, e na época, ao sair ele disse: “Diza, ganhando ou perdendo a eleição eu voltarei aqui e você poderá contar comigo para esta causa, vou te ajudar!” Passadas as eleições, mesmo não obtendo êxito, ele se colocou a disposição do Vida Urgente e sempre que precisamos pudemos contar com ele, e a causa do trânsito seguro passou a estar presente nas suas bandeiras.

Essa experiência fez crescer em mim a admiração pelo Beto, por ser um homem de palavra, de visão, e dali em diante passou a ter meu voto e meu respeito. Em 2009 acompanhei de perto todo o drama da perda do Pietro para leucemia o que nos deixou ainda mais próximos. 

Quando visitou a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga em 2004 - Foto Paulino Menezes

Em 2011 quando decidi voltar a me filiar a um partido político, listei três possibilidades, tendo o PSB no topo da lista, pela afinidade ideológica com o partido e a admiração pelo Beto. Quando o procurei e expus minhas ideias, ele prontamente me disse: “Não procura mais ninguém, é aqui no PSB que você deve ficar, somos um partido pequeno, uma família, aqui você vai encontrar o que procura”!

Beto, mais uma vez, cumpriu sua palavra, acolheu-me no PSB, me apoiou, me proporcionou oportunidades de estar ao seu lado, tanto na Seinfra, como em sua equipe quando retomou o mandato de Deputado Federal. Após a eleição de 2012 quando fui candidato, não tendo alcançado êxito eleitoral, recebi dele o apoio, o incentivo, e no Sábado seguinte as eleições, me convidou para ir a Pelotas, que estava participando do segundo turno, e tivemos a oportunidade de passar o dia juntos onde me senti abraçado e apoiado. Beto sempre se colocou a disposição, disse que não deveria desistir, pois ele também perdeu a primeira eleição que concorreu e foi aquela derrota que o fez crescer e vencer as eleições que se seguiram.

Na Convenção do PSB em 2012 - Só Alegria

Me recolhi por um tempo, refleti muito, não aceitei convites de trabalho, embora precisasse, pois pessoas pobres como eu, precisam trabalhar para prover o seu sustento e de sua família. O tempo passou e Beto retomou seu mandato no final de 2012 e em seu primeiro dia na Câmara, recebi um telefonema seu com a seguinte pergunta: Serginho, quer vir para o mandato? Sim! Respondi sem titubear, pois era como se tivesse sido convocado para a seleção, uma honra para qualquer militante como eu. Compor a equipe de seu mandato era, para mim, alcançar um alto posto político.

De 2012 para cá, acompanhei várias mudanças, acompanhei  todo o processo da construção da candidatura de Eduardo Campos a Presidência da República, onde Beto se empenhou de corpo e alma se revezando entre seus compromissos como Deputado e as viagens pelo Brasil. Vê-lo em Porto Alegre se tornou algo raro. O acompanhei em todas as recepções que fez ao Eduardo aqui no sul, ele era motivadíssimo com a candidatura, utilizou de toda a sua habilidade política para construir um palanque para Eduardo aqui no Rio Grande do Sul. A vinda da Marina para o PSB teve sua colaboração, em tudo se dedicava com entusiasmo.


No Aniversário de comemoração dos seus 50 anos. 
Eu e minha família e abaixo com Eduardo campos

2014 têm sido um ano atípico para nós que compomos a equipe do Deputado Beto Albuquerque, pois desde o início sabíamos que eles estava disposto a qualquer sacrifício pessoal para viabilizar a candidatura de Eduardo e Marina, até não concorrer para poder se dedicar a campanha se fosse necessário. Candidato ele se dispunha a ser onde o partido precisasse, a Governador, Deputado, Senador, mas que Eduardo e a Marina teriam um palanque aqui no Rio Grande do Sul ele garantia. Imaginem como foi nosso ano até agora, nos organizamos para a candidatura a Deputado Federal, mapeamos todos municípios, organizamos as parcerias, depois nos organizamos e começamos a trabalhar para a campanha a Senador. Há exatamente uma semana atrás, uma terrível tragédia se abateu sobre nossas cabeças, algo completamente inesperado, e aqui estamos nós, confirmando a indicação do Comandante Beto Albuquerque para compor a chapa a Presidência da República como vice de Marina Silva. Nossa!

Me confesso assustado e motivado. Assustado, pois não esperávamos tudo que aconteceu, isso mexeu com o emocional de todos nós, dilacerou nossos corações. Também me preocupo com o que está por vir, pois por melhor que sejamos, nunca ficamos imunes a ataques covardes, a baixarias, e mesmo que saibamos que isso faz parte do submundo do jogo político, não gostamos de ver aqueles que gostamos sendo vítimas dessa parte suja da política. Me sentia incomodado com as agressões a Eduardo e Marina e não gostaria de ver o Beto ser alvo delas. Porém, entretanto, não sou de me acovardar, e como diria o saudoso Leonel Brizola: “Se um companheiro está precisando, não exito em por o peito n’água para ajudá-lo”.

Com Beto e Eduardo em 2013 - Essa foto tem valor inestimável para mim

Ao contrário do que muitos imaginam, fazer política requer sacrifício, requer doação, desprendimento, as pessoas que se favorecem com a política, que exploram a inocência do povo, que enganam, roubam, não fazem a boa política, eles contaminam a política! A lição de dedicação e desprendimento Beto sempre fez muito bem. O Papa Francisco disse aos jovens em 2013: “Envolver-se na política é uma obrigação para um cristão!" Os cristãos não podem «fazer de Pilatos, lavar as mãos»: «Devemos implicar-nos na política, porque a política é uma das formas mais elevadas da caridade, visto que procura o bem comum.»

Tenho muitos motivos para sentir honra e orgulho desta trajetória que percorri com o Comandante Beto Albuquerque! (Desde que vim para o PSB sempre o chamei assim, comandante, e também observei o estranhamento dos que escutavam esse tratamento, mas vir para o PSB foi um recomeço, um renascimento, e lembrava o início de minha militância na esquerda e a admiração pelo Comandante “Che”, pelo comandante “Brizola”, minhas referências, e demonstrava, através deste gesto que me colocava a serviço, a disposição, ao lado, de forma humilde, em prol de uma causa comum, e ao mesmo tempo que via nele a referência, o norte, o exemplo. O "Comandante Beto" é o nosso timoneiro!). Sei de seus ideais, objetivos, de como o mecânico se tornou em um dos políticos mais respeitados do Brasil, de como enfrentou a perda do filho Pietro com apenas 19 anos; Presenciei inúmeras demonstrações de solidariedade, afeto, generosidade e companheirismo comigo e com diversas pessoas. Beto Albuquerque será um excelente governante para o nosso país, ele saberá honrar o legado deixado por Eduardo Campos, e será um grande companheiro para Marina Silva. Beto fará a diferença, e isso me motiva de forma única!

Avante Comandante! Estou contigo nesta caminhada!

O Beto sempre esteve ali, junto de todos nós!


terça-feira, 29 de abril de 2014

Na próxima eleição não esqueça de escolher seu Fake preferido

Esse texto é uma adaptação de um escrito há algum tempo, motivado por um comentário feito sobre o caso que envolveu a troca de Tweets entre o deputado Beto Albuquerque e o personagem Dilma Bolada, e também uma continuação de outras opiniões semelhantes que já expressei.

O cara fazia uma cobrança tipo: “Onde está a assessoria que o deixou fazer isso?” Essa declaração revelou um comportamento muito comum, inclusive uma expectativa, que as pessoas têm em relação aos políticos e as “personalidades” em geral. Hoje, tudo é friamente calculado: O que dizem, como se vestem, cada passo, cada movimento é analisado e orientado por uma “assessoria”, por um “marqueteiro”, as propostas são baseadas em pesquisas e o que dizer e o que não dizer é previamente acertado com a “assessoria”, aí quando o cara diz alguma coisa que ele pensa, as pessoas ficam horrorizadas.

Eu sou do tempo que as pessoas diziam o que pensavam, principalmente na política, pois tive a honra de conhecer e conviver com Leonel Brizola. O “velho Briza” dispensava todas essas firulas, o negócio dele era soltar o verbo, mandando porrada no sistema, na Rede Globo e em tudo aquilo que ele considerava errado, tanto que em breve estará sendo publicado um livro com suas frases polêmicas. Os programas do PDT abriam com uma bandeira do Brasil que transitava para a do PDT e surgia ele mandando bala. Brizola tinha o dom da palavra.

Este vídeo é das Eleições de 1994 quando Brizola concorreu a Presidente da República, tendo Darcy Ribeiro como vice. Duas grande figuras da política brasileira. Participei ativamente desta campanha e me orgulho muito disto. Veja como era o seu programa e o que ele dizia.

Quando rolou o “barraco” entre o Deputado Beto e a Dilma Bolada, eu avaliei como positivo, pois passado o susto, tive a certeza que trabalhava com um político de carne e osso, que desce do salto, que não tem medo de se expor e dizer o que pensa. Estou farto de “marionetes de marqueteiros”! Estou cansado de políticos “Fake” fabricados nas pranchetas de publicitários! Gente que não entende nada de política, mas que diz o que o povo quer ouvir, friamente orientados pelos profissionais da publicidade. Já publiquei aqui os milhões gastos com esses profissionais e não me admira que as campanhas custem verdadeiras fortunas e que sejamos facilmente ludibriados por esses “políticos Fakes”.

Na semana que passou assisti um quadro na TV que fazia uma paródia dos programas eleitorais e achei excelente, muito bom mesmo! Descobri hoje, que ele pode ser uma “cópia” ou “expirado” em um vídeo feito aqui no sul, estrelado por meus queridos amigos Eduardo Mendonça e Thiago Prade. Porém, o que importa é que eles retratam um padrão de comportamento, um modelo, que por incrível que pareça, é vendido a preço de ouro para os políticos como algo criativo e inovador, e todos os anos vemos “variações do mesmo tema” se revezarem nos programas eleitorais.


Este ano, após a copa, começa o processo eleitoral, e você está preparado para escolher o seu Fake nas próximas eleições? 

Esse é o vídeo com a brilhante interpretação dos talentosos Eduardo Mendonça e Thiago Prade

Aqui o Atalho para o vídeo do TV na TV

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O valor venal das pessoas

Hoje é véspera de feriado da Proclamação da República e ontem li o desabafo de uma amiga no Facebook que dizia o seguinte: “Enquanto uns competem carro e beleza, outros se unem em favor da sobrevivência. Será apenas uma realidade cruel? Ou será consequência da própria miséria (ética/moral/intelectual) que o homem se encontra na atualidade? Tá tudo tão errado que não sei nem por onde começar. Chega a doer. Até quando..?

Não sei do que ela falava especificamente, mas estava incomodada com aquilo que ela chamou de miséria (ética/moral/intelectual). Há pouco mais de 2 anos retornei a militar em um partido político, e neste período tenho tentado me adaptar aos “novos tempos” o que, confesso, não tem sido nada fácil, pois os partidos políticos são parte de nossa sociedade e portanto sofrem dos mesmos problemas. Enganam-se aqueles que acham que são coisas separadas.

Quando comecei a fazer política, na década de 80, nossos sonhos políticos eram imensos, pois queríamos mudar o mundo, e nossos objetivos materiais mínimos, tendo um pão e um pouco de água, saíamos daqui e íamos para Brasília protestar. Assim como no comercial do cartão de crédito, algumas coisas não tinham preço (ideais, ética, moral, companheirismo, solidariedade, eram algumas destas coisas que dinheiro nenhum comprava). Infelizmente isso mudou. Hoje tem muita gente trocando moral por Iphone e outros tantos valores importantes por qualquer quinquilharia. Me faz lembrar o período do descobrimento, quando os portugueses levavam nossas riquezas em troca de colares e espelhinhos.

A política está assim, mas, porque a sociedade está assim. As pessoas esqueceram que nosso trabalho pode ter um preço, e cada um estipula o seu. Quanto vale uma hora de teu trabalho? Porém, seus valores, sua integridade, sua honestidade, sua moral, seus ideais e sua alma, não poderiam ser vendidos por preço nenhum, pois, depois que vendê-los, não haverá dinheiro no mundo que lhe proporcione comprá-los de volta.


Sempre falo, sob protesto de alguns amigos, que o Capitalismo é um sistema perverso que corrompe a alma das pessoas, e a cada dia que passa acho essa frase mais verdadeira, bastando apenas analisar fatos cotidianos da vida que vivemos.

Quantas pessoas você conhece que, mesmo ganhando um salário pequeno ou trabalhando naquilo que não gostam, fariam “qualquer coisa” para se manter no emprego?

Quantas pessoas você conhece que fazem um gato na NET para não pagar R$ 100,00 pelo pacote mensal?

Não quero dimensionar o que é certo ou o que é errado, pois isso é relativo ao conjunto de valores pessoais de cada um de nós, mas quero que se perguntem o que realmente tem valor em nossas vidas e qual o valor que damos para estas coisas.
Qual o valor das pessoas?
Qual o valor da vida? Essa é de resposta fácil, todos sempre respondem que a vida não tem preço, porém, nunca se perguntam sobre o valor da vida que se leva. Quanto pagamos em sofrimento, em tristeza, pela vida que levamos?
Quanto pagamos para manter um sistema e um estado de coisas que nos faz infeliz? Quanto vale a nossa felicidade?
Qual o valor que pagaríamos para andar de cabeça erguida, dar bom exemplo aos filhos e ter orgulho do que somos?
Quanto pagaríamos para compreender qual o verdadeiro sentido da felicidade?

Precisamos, de forma individual e coletiva, descobrir o valor das coisas, saber o que é possível ser comprado e aquilo que não tem preço. Enquanto isso não acontecer teremos que fazer a pergunta que minha amiga fez, sem encontrarmos a resposta: Até quando?



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

“Alien” O Passageiro – A Autofagia dos Partidos Políticos

Em 1979, Hollywood lançou o Filme Alien – O 8º Passageiro, protagonizado por Tom Skerritt e Sigourney Weaver. No filme, que fez muito sucesso na época, uma criatura alienígena persegue e mata a tripulação de uma nave espacial. Eu era adolescente quando lançaram esse filme e jamais esqueci. Talvez seja uma das grandes produções cinematográficas americanas, daquelas que fazem história.

Lembrei do filme, porque, em uma das principais cenas, o Alien sai de dentro de um dos tripulantes, estourando seu peito, uma cena impressionante!  O Alienígena se hospedava no corpo humano e quando se desenvolvia, saia pelo peito do hospedeiro, causando sua morte.

Pois, tal como no filme, alguns “Aliens” se hospedam nos partidos políticos brasileiros, onde se alimentam, se desenvolvem, e depois saem, muitas vezes causando a morte de seu “hospedeiro”.

Tenho pensado muito nisso nos últimos tempos, pois dia 05 de Outubro, encerra-se o prazo para filiações partidárias, para aqueles que pretendem concorrer nas eleições de 2014, e há intensas movimentações dos partidos e de pessoas com vistas às eleições.

Os partidos procuram nomes “fortes” para conquistarem votos e fortalecerem suas legendas, e os candidatos procuram siglas que lhe ofereçam as melhores condições de vitória, o que envolve, desde ajuda financeira até apoio político, preferência, boas dobradinhas (Alguém têm dúvida que, a possibilidade de fazer uma dobradinha com a campeã de votos Manuela D’ávila, pesou na decisão de André Machado concorrer a Deputado Federal pelo PCdoB?).
Atenção: As imagens aqui contidas são meramente ilustrativas sem intenção de juízo de valor. 
Aqueles que me conhecem sabem que sou resistente aos partidos servirem de “barriga solidária” para gestação de políticos que não tem identidade ideológica com o partido (Deixando claro que resistente não quer dizer totalmente contra). Os candidatos das igrejas por exemplo. Não consigo entender que os partidos se prestem a servir de trampolim para políticos que depois não defenderão os ideais pelo qual o partido foi criado, e sim as ordens de seus líderes religiosos, que muitas vezes defendem ideias antagônicas as do partido, e assim é com os candidatos de corporações, as “personalidades”, mulheres frutas, Ex-BBBs (A propósito, o Jean Willis é muito mais que um Ex-BBB), Ex-atletas e etc.

Porque da minha resistência? Há mais de 30 anos acompanhando a política, percebo que, grande parte destes candidatos, entendem pouco quase nada de política, não compreende de disciplina e fidelidade partidária, não possuem ideologia, e se posicionam geralmente levando em consideração, única e exclusivamente os seus objetivos pessoais e eleitorais. Pois se a política deve ser pensada visando o bem comum e o interesse coletivo da sociedade, como vamos colocar alguém que pensa apenas em si ou no seu grupo? É uma contradição! Por isso é que a política está tão descaracterizada, e também por isso cada um quer ter seu partido político. Todos querem ser Reis! Todos querem ser pastores do rebanho!

Uma pessoa que era ídolo, seja no campo artístico, esportivo, midiático, geralmente é alguém com uma vaidade acima da média, e por isso, com certa facilidade, fica descontente com o partido, por não ter a “atenção” que esperava, a “deferência”, ou não tem os seus desejos e postulações atendidas, comportando-se como “crianças mimadas” que não sabem receber um não.
Na ânsia de se viabilizarem eleitoralmente, os partidos acabam entrando em um processo de autofagia, trazendo para dentro de si, esses elementos que acabaram por causar-lhes problemas, pois quando se elegem, passam a ser a vitrine do partido, e suas contradições, seus erros, suas incoerências e seus “chiliques” acabam por desacreditar os partidos e a política.

Como o Alien, do filme, essas figuras causam danos internos no partido e, muitas vezes, quando saem causam a destruição do corpo hospedeiro, ou seja, a sigla que usou para se eleger, deixando apenas o ônus, levando o bônus. Portanto, se os partidos tivessem mais cuidado na hora de recrutar seus candidatos, evitariam muitos desgastes, e a contaminação da política por pessoas individualistas, personalistas e despolitizadas.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Novos Partidos: Todo Mundo quer ter um rebanho! Pobres ovelhinhas!


"A ignorância, a cobiça e a má fé também elegem seus representantes políticos."
Carlos Drummond de Andrade

Que o Brasileiro é criativo ninguém têm mais dúvida, e que essa criatividade não tem limites, também. Pois enquanto no capitalismo tradicional, as pessoas são incentivadas a empreenderem e fundarem sua própria empresa, aqui, a criatividade brasileira fez uma “adaptaçãozinha”: Resolvemos criar igrejas e partidos políticos. Agora os “empreendedores” viram nestas duas modalidades, formas de ter um “rebanho” e arrecadarem um bom dinheiro.

É impressionante que tenhamos no dia de hoje (25 de Setembro de 2013) 32 partidos políticos e uma lista de no mínimo mais uns 30 aguardando registro ou em construção.

Os motivos são diversos, que vão desde o interesse meramente econômico, de acessar o Fundo Partidário, ou trocar o apoio e os minutos de TV, por gordas recompensas financeiras, até o interesse individual ou de grupos pelo poder.

Nossa democracia tem de tudo, desde igrejas, que depois de se proliferarem de forma impressionante, resolveram utilizar sua influência sobre os “fiéis” para eleger seus pastores e assim conseguirem mais benesses junto ao poder, e precisam dos partidos, por isso, algumas optaram por criar um para si, até pessoas que os criam para poderem formar seu próprio “rebanho”, geralmente dissidentes de outras siglas, que não conseguindo impor suas vontades e caprichos, optam por criar um partido todinho seu, onde possam “mandar e desmandar”.


Em 1989 na primeira eleição para presidente o PRN foi criado apenas para eleger Fernando Collor, e não existe mais, assim como o PRONA do Éneas e tantas outras siglas que se extinguiram ou trocaram de nome. A prática segue firme, tanto que acompanhamos o drama da Ex-Ministra e Senadora Marina Silva lutando para criar um partido para poder concorrer nas próximas eleições, após deixar o PT e o PV.

Os interesses seguem, e não vão parar, pois depois que se instituiu a “fidelidade partidária”, os políticos só podem trocar de partido, sem perderem seus mandatos, se expulsos, ou se forem para um partido que não existia quando concorreram. Algo tipo: “É que antes não tinha esse partido, e eu não podia estar nele, mas é o partido dos “meus sonhos”. Por isso, de dois em dois anos, nas vésperas das eleições, são criadas novas siglas para que os políticos possam sair dos seus partidos e concorrerem pela nova sigla sem perderem seus mandatos.

Pois não é que os caras conseguiram dar um jeito de burlar a barreira da “Fidelidade”! Gente criativa esta!  

Defendo a possibilidade de criação de novos partidos, pois a sociedade muda e podem surgir novas ideologias, filosofias, outras formas de organização, porém, o que vemos hoje é mais uma forma “esperta” de burlarem a lei.
Não me impressiona que a política esteja tão desacreditada!